Coaching Maçônico

 

Não é nenhum rito, grau ou mesmo labor típico maçônico, mas é a aplicação dessa técnica que faz a diferença nos processos sucessórios das Lojas Maçônicas.
 
Coaching é um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo (explícito ou implícito) entre o Coach (Venerável) e o coachee (Irmãos) de acordo com a meta desejada pela loja, onde o Venerável (coach) apóia os Irmãos (coachee) na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e de superação de deficiências. 
 
A sucessão do Venerável deve ser intercambiada dentro da loja, de maneira franca e objetiva. Os Irmãos que aspiram dirigir a Oficina devem se manifestar “em loja” e será a oja que equalizará as aspirações. Mais que um desejo particular, o veneralato é uma tarefa deferida pela Oficina. 
 
Não basta o Irmão se dizer pronto para dirigir a loja, precisamos saber se a loja está pronta para acompanhar o Irmão. Devemos ter consciência que uma Loja Maçônica não é “um passatempo”, “clube de amigos” ou “escada profissional”. É núcleo básico de uma Instituição séria, calçada em valores de uma Sublime Ordem. O processo deve ser conduzido para que não haja partidarização, evitando a formação de grupos de influências e cada qual com a preferência por um possível candidato. 
 
A todo e qualquer Irmão (tendo comprido os pré-requisitos) é garantido o direito inalienável de se candidatar a Venerável Mestre. Atenção aos líderes natos, o mais “bonzinho”, aquele que é “antigo no quadro”, o “gente boa”, o “que tem dinheiro”, lembrem-se que não são estas as “virtudes maçônicas” para as quais levantamos Templos. 
 
A escolha dos futuros Veneráveis começa na sindicância dos candidatos. Na média brasileira, apenas 10% dos iniciados chegam ao Trono de Salomão com uma média de 8 anos entre a Iniciação e a Instalação e muitas vezes, sem jamais ter ocupado as principais funções administrativas. 
 
As lojas devem desenvolver um projeto de qualificação dos Irmãos para ocuparem com eficiência todos os cargos ritualísticos. Perdemos a oportunidade de ver florescer capacidades em Irmãos que enterramos em cargos vitalícios. Uma bela noite um Irmão vai ocupar a Harmonia, faz um bom trabalho, recebe elogios e vai ficar lá por vários mandatos. Quem sabe, se sua capacidade de harmonizar o ambiente, também não se manifestaria na Oratória, aparando arestas, chamando a comunhão de pensamentos e transformando a reunião justa e perfeita? E o Irmão Tesoureiro ad eternum que passa todas as reuniões preocupado com contas, recibos, notas, e que nunca foi lhe dado à oportunidade de como Primeiro Diácono emanar e receber as vibrações do Oriente? 
 
O rodízio de cargos não vai contra nenhum regulamento ou normas ritualísticas. Estar como “ad-hoc” é estar aprendendo. É muito triste quando presenciamos Mestres (visitantes) em lojas com baixo quorum recusando assumir cargos por não saberem como atuar.
 
Esta é a essência do COACHING MAÇÔNICO: QUALIFICAÇÃO DE OBREIROS QUE CONQUISTARÃO A LIDERANÇA E O RESPEITO DO GRUPO PELO RESULTADO DE SUAS AÇÕES.
 
 
Autor: Sérgio Quirino Guimarães
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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, Nº 273, jurisdicionada à GLMMG, oriente de Ibirité/MG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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