Do Trono de Salomão à Soleira do Papa

DO TRONO DE SALOMÃO À SOLEIRA DO PAPA”: Um ensaio sobre liberdade e tolerância religiosa na Maçonaria

INTRODUÇÃO

O início do mês de setembro de 1874 parecia ser mais um período comum na Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI. A Maçonaria era uma instituição poderosa no então Império mais poderoso do mundo. Gozava de prestígio social, exercia sua autoridade sobre todas as Grandes Lojas provinciais e coloniais e tinha entre seus membros muitos nobres, inclusive o príncipe herdeiro e seus imediatos na linha de sucessão, além de clérigos, industriais e homens de classe média alta, formando uma vasta rede de cidadãos por todo o Império Britânico.

A Maçonaria representava um baluarte de valores tipicamente britânicos: a defesa da liberdade de consciência, da liberdade de religião, da liberdade de expressão, da liberdade econômica.

Seu Grão-Mestre desde 1870 era George Frederick Samuel Robinson, mais conhecido como o Marquês de Ripon, estrela ascendente do Partido Liberal, membro de família inglesa tradicional, cristão anglicano e proeminente em todos os governos liberais desde 1861, sendo inclusive membro do Conselho Privado da Rainha e, de 1868 até 1873, Presidente do Conselho de Ministros sob o governo do Liberal Gladstone.

E, voltando ao ano de 1874, foi no dia 2 de Setembro daquele ano, às vésperas do começo da Sessão trimestral da GLUI, que o Grão-Mestre, Marquês de Ripon, surpreendeu a todos com uma sucinta carta de renúncia:

Caro Grande Secretário – Cumpre-me comunicar-vos que acho-me presentemente inabilitado a preencher por mais tempo o cargo de Grão-Mestre, à vista do que, nas mãos dos Membros da Grande Loja, eu dele me exonero. Exprimindo-vos nesta meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que sempre recebi, sinto profundamente o desgosto que causará minha renúncia. Seu, com toda a consideração, Ripon.” (The Roman Catholic Freemason: past, present and future, MELLOR, 1972)

A renúncia caiu como uma bomba na Assembleia. Ripon era um homem jovem – tinha 46 anos à época – e gozava de boa saúde e de excelente reputação como maçom e Grão-Mestre. A carta não enunciava as razões da renúncia, o que causou perplexidade.

A dúvida permaneceu no ar até que o jornal londrino Times, na sua edição de 5 de setembro, revelou que Lorde Ripon se convertera à Igreja Católica Apostólica Romana, figadal inimiga da Maçonaria e símbolo de tudo o que inglês médio rejeitava.

A reação à conversão foi violenta: Ripon foi atacado em jornais e discursos, tratado como um traidor da Maçonaria e da Inglaterra. De outro lado, os católicos consideraram a conversão como uma grande vitória contra a Maçonaria e o Protestantismo.

O conflito entre a Igreja e a Maçonaria, iniciado no século XVIII, atingiu seu ápice nas últimas décadas do século XIX, razão pela qual o caso de Ripon, hoje quase esquecido, merece ser lembrado, tanto pelos seus contornos, quanto pelas suas consequências.

MARQUÊS DE RIPON: UMA BREVE BIOGRAFIA

George Frederick Samuel Robinson, o futuro Marquês de Ripon, nasceu em 24 de outubro de 1827, no número 10 da Downing Street em Londres: Seu pai, Frederick John Robinson, Visconde de Goderich (transformado em Conde de Ripon em 1833) servia no momento como Primeiro-Ministro do Império.

O futuro Marquês foi educado em casa, nunca tendo frequentado escolas ou universidades, por conta dos temores de sua mãe sobre sua saúde: dois de seus irmãos morreram em tenra idade, antes mesmo do seu nascimento. Apesar das limitações da sua mãe como educadora, o jovem desenvolveu gosto pelos estudos e leitura (WOLF, 1927).

Casou-se com Henrietta Vyner (1833- 1907), neta de seu tio paterno, o Conde de Grey, no ano de 1851, tendo tido com ela um único filho, Frederick (1852 – 1923).

Ao contrário de seu pai, um conservador (Tory), o jovem George era um radical (Whig originalmente, depois Liberal), adepto de um estilo de socialismo cristão, especialmente após as Revoluções de 1848 e da exposição dos aspectos mais ultrajantes da pobreza dos operários ingleses, se tornando, entretanto, cada vez mais moderado com o passar do tempo.

Sua primeira posição de Estado foi a participação, ainda jovem, numa comitiva diplomática designada para Bruxelas, na Bélgica, em 1849. Foi eleito para a Câmara dos Comuns em 1852, passando à Câmara dos Lordes em 1859 quando, por força da morte do pai, herdou o título de Conde de Ripon. Foi nomeado Subsecretário da Secretaria de Guerra entre 1859 e 1861 e entre 1861 e 1863, ocupando, por um breve período em 1861, o cargo de Subsecretário de Estado para a Índia. Em 1863 foi nomeado Secretário da Guerra, cargo que ocupou até 1866.

Com a ascensão de William Gladstone (1809 – 1899), do Partido Liberal, ao posto de Primeiro Ministro, Ripon foi nomeado em 1868 como Lorde Presidente do Conselho de Ministros, o quarto posto mais alto do Império, ocupando-o até 1873. Também presidiu a Comissão Plenipotenciária que foi aos Estados Unidos negociar o Tratado de Washington, resolvendo pendências existentes entre os Estados Unidos e a Grã Bretanha, sendo indicado, por esta razão, para receber a Ordem da Jarreteira, mais alta Ordem de Cavalaria inglesa.

A CARREIRA MAÇÔNICA DE RIPON

Como boa parte da elite britânica do século XIX, Ripon foi iniciado na Maçonaria. Tendo manifestado previamente seu interesse em carta ao maçom John Sykes, em abril de 1853, ele foi escrutinado e aprovado no mesmo mês, sendo iniciado no Grau de Aprendiz Maçom no dia 17 de maio de 1853, na Loja Verdade, Nº 763 , em Huddersfield, Yorkshire.

Ripon foi um maçom bastante ativo. Passou para o grau de Companheiro no dia 12 de Outubro de 1853 e foi elevado a Mestre no mês seguinte. Em 1854, foi eleito Primeiro Vigilante. Em junho de 1855, Ripon, aos 27 anos de idade, era instalado como Venerável Mestre da Loja.

Em 1861, já como membro da Grande Loja Provincial de Yorkshire Ocidental, Ripon sucedeu o recém-falecido Grão-Mestre Provincial, o Conde de Mexborough. Sua gestão foi muito benquista na província. O biógrafo de Ripon, Lucien Wolf, relata que muitas Lojas da Província ainda tinham, na época da publicação da biografia (1921), placas comemorativas da gestão, com excertos dos seus discursos maçônicos.

No mesmo ano, Ripon foi apontado para o posto de Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Unida da Inglaterra, indicado pelo Conde de Zetland, então Grão Mestre. Em 1870, com a renúncia do último por razões de saúde, Ripon ascendeu ao Grão-Mestrado da Grande Loja Unida da Inglaterra, o ápice da sua carreira maçônica, tomando posse no Trono de Salomão no dia 02 de março de 1870.

Durante sua gestão, o Príncipe de Gales – o futuro Rei Eduardo VII (1841-1910) – ingressou numa Loja londrina. Ele já havia sido iniciado maçom sob os auspícios do Rei da Suécia, alguns anos antes, e se tornou o Grão-Mestre Adjunto da GLUI. Dois príncipes reais, irmãos sanguíneos de Eduardo, também foram iniciados na sua gestão: o Príncipe Arthur, Duque de Connaught, que depois viria a ser Grão-Mestre da GLUI entre 1901 e 1939, e o Príncipe Leopoldo, Duque de Albany.

Segundo Lucien Wolf, a gestão de Ripon foi bastante prolífica, tendo sido emitidas cartas constitutivas a 216 novas Lojas, número maior do que alcançado na gestão de qualquer de seus predecessores. Foi também o primeiro Grão-Mestre inglês a visitar os Estados Unidos, sendo recebido num banquete maçônico promovido pela Grande Loja de Massachussets, com a presença de representantes de todas as Grandes Lojas americanas.

Para entendermos o contexto da conversão religiosa de Ripon é preciso, pois, conhecer o contexto histórico da posição da Igreja Romana e da Maçonaria na sociedade inglesa, e das relações entre a Igreja e a Maçonaria.

A POSIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA NA INGLATERRA

Desde o rompimento do Rei Henrique VIII com a Igreja Católica Romana, em 1534, a posição da Igreja na sociedade inglesa não era exatamente fácil. A tentativa da herdeira da coroa de Henrique, a Rainha Maria, de restaurar a comunhão da Igreja Anglicana com a Igreja Romana, resultou em períodos de instabilidade e acabou revertida por sua sucessora, Elizabeth I, que adicionalmente passou a exigir de todos os que tivessem um cargo público um juramento de lealdade ao monarca como Chefe da Igreja na Inglaterra (o que era impossível aos Católicos, pois implicaria incorrer ipso facto em apostasia), sob risco de incorrer nas penas do crime de traição.

Elizabeth I faleceu em 1603 e não deixou nenhum sucessor da casa dinástica dos Tudor, que foi então substituída pela Casa dos Stuart. A Inglaterra viveu tempos turbulentos desde então, incluindo aí uma Guerra Civil (1642-1651), e os católicos – chamados jocosamente de “papistas” – frequentemente eram alvos da suspeita geral. O Rei Charles II (1630-1685) tentou efetivamente levantar as restrições contra os católicos, nutrindo não tão veladas simpatias pela Igreja Romana, no que sofreu forte resistência política. Seu irmão, Jaime II (1633-1701), um católico declarado, o sucedeu no trono. Jaime tentou trazer a liberdade religiosa para os católicos e protestantes não conformistas na Inglaterra, mas sua tentativa de fazê-lo através do aumento do poder central do monarca e à revelia do Parlamento trouxeram temores de Absolutismo, que levaram à sua deposição na chamada “Revolução Gloriosa” de 1688, sendo substituído no trono por Guilherme III, da Casa de Orange.

Esta Revolução, marco da luta contra o absolutismo monárquico, representou, por outro lado, um retrocesso nos direitos civis e políticos dos católicos ingleses, que ficaram proibidos, por mais de um século, de votar e serem votados, de ocuparem cargos judiciários, de se tornarem oficiais das forças armadas e até de possuir armas e cavalos “adequados à cavalaria” (BERMAN, 2013). Qualquer um que se casasse com um católico ficaria também automaticamente excluído da linha hereditária do trono inglês, vedação que somente foi repelida no ano de 2013.

Os Jacobitas, partidários do Rei deposto, se rebelaram na Escócia e na Irlanda, mas as tentativas acabaram rechaçadas nos campos de batalhas. Jaime, exilado na França, continuou a reclamar o trono, mas com a morte de seu filho Jaime III, em 1766, a Igreja Católica reconheceu os direitos dinásticos da Casa de Hanover, que ascendeu ao trono inglês com Jorge I, em 1714.

Os católicos somente foram conseguindo reaver seus direitos de maneira progressiva, com uma série de leis ao longo do século XVIII, culminando com a Lei de Emancipação de 1829, que levantou quase todas as restrições legais existentes contra os católicos, restando o preconceito social numa sociedade majoritariamente protestante.

MAÇONARIA E IGREJA: A ESCALADA DO CONFLITO

O mesmo período histórico coincidiu com a decadência da Maçonaria Operativa, de tradição católica, e a ascensão da Maçonaria Especulativa, fortemente influenciada pelo iluminismo anglo-saxão, que culminou com a formação da Grande Loja de Londres e Westminster (ou “Grande Loja dos Modernos”, como depois ficou conhecida), em 1717.

A Maçonaria britânica do início do Século XVIII emergira como uma fraternidade aberta a cristãos de todas as correntes, uma vez que não se punha como uma religião ou partido político, mas como um espaço de sociabilidade onde homens de classes e crenças diferentes poderiam sentar-se como iguais e conversar, indiferentes às pressões do mundo exterior.

O ethos maçônico era, em princípio, de que entre irmãos as diferenças políticas, sociais e de crenças eram indiferentes.

Isso não impedia, naturalmente, que as Lojas também acabassem por reproduzir internamente as facções e dissensões externas. No contexto inglês, isso significou que ao mesmo tempo em que recebia católicos e protestantes, dentro da Maçonaria formaram-se Lojas majoritariamente partidárias dos Jacobitas ou dos Hanoverianos (STEVENSON, 1988).

Da mesma maneira a ascensão ao Grão-Mestrado de John Montagu, 2º Duque de Montagu em 1721, marcou a proeminência da nobreza inglesa no comando da Maçonaria: Montagu foi o primeiro aristocrata Grão-Mestre, e desde então somente aristocratas ocuparam o posto.

Não obstante estes detalhes, a Maçonaria seguiu sendo um dos poucos espaços na Inglaterra na qual um católico poderia ocupar posições de relevância. De fato, pelo menos quatro católicos ocuparam o Grão-Mestrado da Grande Loja dos Modernos no Século XVIII: Em 1722, Felipe Warthon, 1º Duque de Warthon; Em 1730, Duque de Norfolk (1683-1732); Em 1732, Anthony Browne, 6º Visconde de Montague (1686-1767); Entre 1772 e 1777 Robert Petre, 9º Barão Petre (1742-1801).

Mas a Grande Loja de Londres não era o único grande corpo maçônico na Inglaterra. Maçons insatisfeitos com as inovações instituídas na Maçonaria pela Grande Loja de Londres fundaram  em 1751 outra Grande Loja, apelidada de “Grande Loja dos Antigos”. Esta nova Grande Loja, que apelava para as antigas práticas da Maçonaria, era composta de muitos irlandeses católicos e se expandiu rapidamente e em relativo pouco tempo, se tornando uma formidável rival para a Grande Loja moderna.

A proeminência adquirida pela Maçonaria entre os católicos britânicos, especialmente os irlandeses, ao longo do século XVIII contrastava com a hostilidade que a Igreja Católica reservou à Ordem no continente.

Ao contrário da ampla receptividade que encontrava nas ilhas britânicas, a Maçonaria tornou-se um foco de suspeita praticamente desde os seus primeiros anos na Europa continental, em especial nos países católicos, onde o seu secretismo e sua abertura a protestantes eram vistos com bastante reservas pelas autoridades civis e eclesiásticas, que desconfiavam que tal proposta poderia minar as bases do Estado e corromper a pureza da fé católica.

Por esta razão, em 1738 o Papa Clemente XII emitiu a primeira das condenações formais da Igreja contra a Maçonaria, a Encíclica In Eminenti (BENIMELLI, 2011), a qual foi seguida no século XVIII pela Encíclica Providas, de Bento XIV. Em comum, essas Encíclicas não acusam a Maçonaria de nenhuma heresia específica, mas ressaltam a inconveniência de sua existência, pelos riscos que traria em si.

Em 1746 foram publicadas na Inglaterra as memórias de John Coustos, um lapidário suíço de cidadania inglesa, maçom e protestante, que foi preso e processado pela Inquisição católica em Lisboa depois de promover reuniões maçônicas naquela cidade. O relato das torturas sofridas por Coustos ajudaram a formar o imaginário maçônico sobre a Igreja Romana.

Os católicos britânicos que eram maçons pouco foram afetados pelas proibições emanadas de Roma, pois as Lojas serviam como um elemento integrador dos católicos numa sociedade em que o protestantismo era hegemônico e o catolicismo, marginal, sendo reconhecida como uma instituição inclusiva e não sectária, recebendo inclusive membros do clero, tendo sido o levantamento das penalidades canônicas objeto de uma carta dos Arcebispos irlandeses ao Papa Pio VII em 1788 (MIRALA apud BERMAN, 2013).

É possível afirmar com bastante segurança que a Maçonaria passou o Século XVIII como uma instituição majoritariamente cristã, e na Europa continental, em especial na França, permaneceu com um cariz católico, com acentuada participação do clero católico nas Lojas e dos maçons nas atividades paroquiais (BENIMELLI, 2011).

A segunda metade do século XVIII testemunhou, entretanto, a ascensão de núcleos maçônicos heterodoxos, influenciados quer por doutrinas esotéricas herméticas (MELLOR, 1989) ou pelo racionalismo dos philosophes iluministas franceses, como D’Alembert, Diderot, Voltaire e Rousseau, adversários do cristianismo em geral e do catolicismo em particular.

O estouro da Revolução de 1789 na França marcou o divórcio entre a Igreja e a Maçonaria. A agitação revolucionária, e em especial o período do terror jacobino (1792/1794) levaram ao fechamento da maior parte das Lojas francesas e a emigração ou execução de inúmeros maçons que não compactuaram com a nova ordem estabelecida.

As Lojas que sobreviveram a este período haviam se tornado legítimos clubes revolucionários, e acabaram por dar o tom de uma Maçonaria que se pretendia agora competidora e substituta da religião cristã, verdadeira “religião civil” que forneceria o molde intelectual da nova elite dominante (CARVALHO, 1998).

Essa nova Maçonaria, heterodoxa e anticristã, incorporou a ideologia da razão e recebeu de bom grado o papel de nêmese da Igreja Romana, consolidado com a publicação, em 1797, das “Memórias para servir à história do jacobinismo”, do abade Augustín Barruel e de “Provas de uma conspiração” de John Robinson, obras que alegavam uma ligação entre a seita dos Iluminados da Baviera e a Maçonaria, imputando à última a responsabilidade pela deflagração da Revolução. Se antes os maçons foram objeto da suspeita, agora eram culpados, aos olhos da cristandade da obra de maior perseguição ao cristianismo em solo europeu desde os tempos romanos.

O século XIX viu o acirramento do conflito. A Maçonaria francesa, já majoritariamente revolucionária e praticamente institucionalizada no Estado francês, se espalhou pela Europa acompanhando os exércitos napoleônicos, não sendo surpresa que após a derrota do Corso estivesse definitivamente associada à Revolução.

O mesmo século viu surgirem movimentos revolucionários de inspiração maçônica ainda mais radicais quanto ao seu anticlericalismo, como foi o caso da Carbonária na Itália, uma das forças motrizes por detrás do processo de unificação da península italiana. E na medida em que se acentuava o anticlericalismo nas revoluções liberais da Europa continental, aumentava a reação católica por meio de novas encíclicas que condenavam as sociedades secretas e os rumos das sociedades sob o signo da revolução.

A segunda metade do século XIX foi especialmente conflituosa. Em 1864, compilando diversas encíclicas publicadas após as revoluções de 1848, o Papa Pio IX (1792-1878) publicou o Sílabo de Erros (Syllabus Errorum) como anexo da Encíclica Quanta Cura, enunciando 80 proposições modernas inconciliáveis com a fé católica. O ultramontanismo se firmou como doutrina reativa ao avanço das ideologias anticristãs. O Concílio Vaticano I (1869/1870) pronunciou o dogma da infalibilidade papal e reafirmou a autoridade secular do Papa, em face de que o Primeiro Ministro Gladstone – que defendia a subordinação da Igreja ao Estado – chegou a ameaçar o envio de  canhoneiras Tibre acima; O próprio Concílio foi interrompido pela conquista de Roma e dos Estados Papais pelo Reino da Itália (1870). No Brasil emergia a Questão Religiosa, com a prisão de dois Bispos que aplicaram sanções contra católicos maçons sem que as encíclicas papais tivessem o exequatur do Imperador Dom Pedro II (1872/1875). Na Alemanha, o Chanceler Bismark promovia uma campanha anticatólica através da chamada kulturkämpf (1871/1878). Em todos estes países, maçons e a própria Maçonaria erguiam suas vozes endossando posições cada vez mais anticlericais.

O CAMINHO DA CONVERSÃO

Ripon foi criado numa família anglicana de orientação calvinista. Aos 17 anos encontrou num sebo um breviário católico, passando a praticar sozinho a Liturgia das Horas, hábito que abandonou algum tempo depois, em face da resistência familiar. À parte isso (e de sua defesa de um socialismo cristão, politicamente) não era especialmente fervoroso, sendo até indiferente em matéria religiosa (WOLF, 1927).

O brutal assassinato de seu cunhado Frederick Vyner por bandoleiros gregos, em abril de 1870, marcou uma mudança na sua atitude religiosa. Chocado com a morte, Ripon atendeu a uma missa católica na Catedral de St. George, e seu interesse pela religião retornou (Idem).

Ripon passou a estudar as obras do Cardeal (então Bispo) Henry Newman, trocando confidências e impressões com sua prima Lady Amabel Kerr, ela própria uma convertida ao Catolicismo. Em paralelo, tocou a construção de uma Igreja anglicana em homenagem ao seu falecido cunhado.

A Igreja Anglicana no século XIX vivia um período delicado. A submissão da Igreja ao Estado e o secularismo crescente da sociedade esvaziaram as Igrejas. O chamado “Movimento de Oxford”, liderado por John Henry Newman, buscou reavivar o sentido litúrgico e teológico da religião anglicana pela reintrodução de elementos do catolicismo romano, como a doutrina da Transubstanciação. Muitos dos oxfordianos, como o próprio Newman, acabaram por se converter ao catolicismo romano.

O processo de conversão de Ripon não foi isento de conflitos, já que muitas das posições conservadoras da Igreja chocavam-se com suas posições liberais. Ripon expressou temores da rejeição social e política que certamente se seguiriam ao anúncio de tão radical passo, já que a reação da sociedade inglesa ao Syllabus e às proclamações do Concílio Vaticano I não foram as melhores.

Ripon não acreditava, ademais, que houvesse incompatibilidade entre sua condição de maçom e sua nova profissão de fé. Ele distinguia a Maçonaria anglo saxã, neutra em termos religiosos, da Maçonaria latina, de conhecidos contornos antirreligiosos. Até o último momento ele tentou conciliar as duas posições, sendo informado, no fim, que sua abjuração da Maçonaria era conditio sine qua non para sua recepção na Igreja (WOLF, 1927).

Convencido, entretanto, que a Igreja era um corpo supernatural que se mantinha per se e que só Ela poderia ministrar sacramentos válidos, e que o Syllabus não estava sendo corretamente interpretado pelos seus opositores, Ripon não pôde escapar da conclusão de que não poderia temer o mundo se tivesse obtido a Graça. Ripon foi recebido, assim, na Igreja Católica Romana em 8 de setembro de 1874, 6 dias após sua renúncia ao Grão-Mestrado.

A REAÇÃO

O mistério sobre as razões da renúncia de Ripon foi solucionado pelo Times de 5 de setembro de 1874, dois dias antes da recepção oficial de Ripon na Igreja, que revelou em primeira mão a sua conversão, em termos nada lisonjeiros:

Lord Ripon, nós o confessamos, não é um apóstata ordinário: ele ocupou altos cargos no Estado e foi reconhecido habilitado para exercer ativa influência nas circunstancias mais importantes da vida pública. Está na força da idade (47 anos), e posto que tivesse iludido de certo modo as esperanças de seus amigos, podia-se entretanto prenunciar-lhe uma carreira importante (…) Esse é o homem que no pleno gozo de suas faculdades renunciou à sua liberdade moral e mental e se submeteu à autoridade do sacerdócio Católico Romano(…) Lord Ripon, ousamos dizer, permanecerá no Partido a cujo serviço recebeu todas as honras e o seu Marquesado, mas o estadista que se converte ao Catolicismo Romano perde de uma só vez a confiança do povo inglês. Tal passo requer o abandono completo de qualquer pretensão de influência política e mesmo social na nação, e só pode ser encarado como traição e sinal de uma fraqueza irreparável de caráter(…) Pois, se tornar Católico Romano e permanecer como Inglês são condições quase incompatíveis. Não duvidamos nem por um instante que um homem que nasceu e foi criado na fé Católica Romana pode manter sua crença como um elemento inofensivo e incolor de suas opiniões. Mas quando um homem no melhor da vida abandona a fé protestante pela de Roma, ele necessariamente sofrerá o que para os ingleses só pode ser encarado como uma desmoralização fatal.” (Life of the first Marquess of Ripon, WOLF, 1927, p.293)

As reações se seguiram. Os jornais tratavam Ripon como o “pervertido Marquês” que cometera suicídio político e como portador de um temperamento oblíquo (Idem, p. 296). Foi acusado, também, de ter se convertido pelo menos dezoito meses antes, tendo permanecido “infiltrado” na GLUI por ordem da Igreja e dos jesuítas, preparando um golpe fatal (Ibidem, p.291). O Boletim do Grande Oriente do Brasil de Outubro de 1874 noticiava um banquete da Grande Loja Provincial de Staffordshire em 29 de setembro daquele ano nos seguintes termos:

No banquete, Lord Shrewsbury levantou um brinde ao Príncipe de Galles, e deplorando a demissão do Marquez de Ripon, Lord Shrewsbury provou que, se o Grão-Mestre tivesse melhor estudado os preceitos da Egreja de Inglaterra e os da Maçonaria, seria ainda protestante e Maçom.

O Boletim do Grande Oriente Unido e Supremo Conselho do Brazil, de Janeiro de 1875, reproduzia o discurso de I. C. Parkinson, Grão Mestre Adjunto da Grande Loja Distrital de Middlesex, assim:

Mas não há razão para nos admirarmos, como fazem alguns dos nossos irmãos, da incompatibilidade entre a qualidade de cathólico romano e a de dignitário da maçonaria. Nossa instituição e o romanismo apresentam dous systemas diametralmente oppostos, porque a primeira cousa que se ensina entre nós, é que o homem é um ente livre. A liberdade de pensar, com a mais larga tolerância em matéria religiosa, tal é a essência da fraternidade maçônica, que abrange, em seu amor, todos os homens probos e sinceros, quaesquer que sejam suas crenças. (…) A maçonaria é uma religião de boas obras, e não exige, a interven- ção do sacerdote como medianeiro entre o homem e o creador. Seu ritual, tão expressivo, faz sobresair esta solemne verdade; que são as boas acções e não a condemnação proferida por uma seita que firmam neste mundo o mérito ou demérito do homem. Quando os catholicos professarem esta máxima, poderão participar logicamente de nossos trabalhos. Mas até agora seus directores os conduzem para um caminho bem differente.

A Igreja, de outra parte, celebrava a conversão não somente uma vitória espiritual, mas também uma vitória política sobre a Maçonaria, conforme se lê no jornal católico “O Apóstolo”, publicado no Rio de Janeiro em 04 de outubro de 1874:

Este acontecimento [a conversão] contristou a Inglaterra ou antes aos protestantes, que viam no Marquez de Ripon uma garantia de suas convicções políticas e religiosas. Mas nem sempre o erro há de cegar o homem de boa fé, e foi o que aconteceu com o Marquez de Ripon. (…) 

Há na conversão do Marquez de Ripon huma cousa notável, e bem proveitosa para esta nossa actualidade, em que se pretende conciliar o catholicismo com o maçonismo.

O Marquez de Ripon era o Grão -.Mestre da maçonaria britannica, porque o protestantismo se harmonisava com o maçonismo, ou antes são a mesma cousa.

Tocado pela fé da verdadeira Egreja, o Marquez de Ripon converte-se, e renuncia às pompas da maçonaria e à própria maçonaria.

Porque esta dupla renúncia do protestantismo e do maçonismo?

Sem dúvida porque membro do catholicismo se tornara incompatível com a maçonaria, o não querendo na sociedade posições fingidas, repugnando-lhe servir a Deos e à Maçonaria, procedeu como um homem de honra, de convicção, e deixou a maçonaria. 

Ora, aqui está um procedimento bem em oposição com os dos maçons do Brazil, que na elasticidade de suas convicções querem ser ao mesmo tempo maçons e cathólicos. A conversão do Marquez de Ripon, e suas consequências, devem abrir os olhos aos brasileiros e convence-los de que há uma barreira imensa entre o catholicismo e o maçonismo, pois si se pudessem harmonizar o nobre convertido continuaria a ser Grão Mestre da Maçonaria.

E este facto deve ferir a consciência do nobre presidente do Conselho de Ministros do Imperio do Brazil, Sr. Visconde do Rio Branco, que tem declarado, não obstante ser maçom e Grão Mestre, ser tão bom cathólico como o melhor! “

A reação talvez mais forte veio de Gladstone, ex-Primeiro Ministro britânico que indicara Ripon para os seus últimos postos. Em fins de 1874, com a polêmica ainda “quente”, Gladstone publicou um opúsculo em que atacava as disposições do Concílio Vaticano, em especial a questão do Dogma da Infalibilidade Papal e do poder temporal do Papa, pondo em dúvida a lealdade dos súditos conversos:

Ninguém pode se tornar converso dela [de Roma] sem antes renunciar à sua liberdade moral e mental e sem colocar a sua lealdade civil à mercê de outrem.” (Life of the first Marquess of Ripon, WOLF, 1927, p.296)

Ripon sentiu-se pessoalmente atingido e iniciou uma troca de correspondências com Gladstone, em que protesta contra a insinuação de deslealdade e clarifica os posicionamentos do Concílio e do Syllabus.

A troca de cartas, entretanto, permaneceu privada, pois Ripon não queria entrar num debate público sobre suas convicções pessoais. Bastava-lhe demonstrar que continuava a ser um súdito fiel e que a alegada incompatibilidade era uma falácia. Com o passar do tempo a discussão arrefeceu e os ânimos se acalmaram, o que permitiu a Ripon retomar sua carreira.

Gladstone e Ripon acabariam se reconciliando, e quando o primeiro voltou ao posto de Primeiro Ministro, em 1880, indicou Ripon para o cargo de Vice-Rei da Índia, um cargo de extremo prestígio político.

Ripon seguiu sua carreira política, como membro do Parlamento tendo ainda ocupado o cargo de presidente da Sociedade São Vicente de Paula, vindo a falecer em 1909.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a renúncia de Ripon, apenas príncipes da Casa Real ocuparam o Grão-Mestrado. Trata-se de uma política oficiosa que acaba por preservar a GLUI do risco de uma repetição do episódio Ripon, já que a conversão ao catolicismo implica em perda ipso facto dos direitos sucessórios.

O Boletim do Grande Oriente Unido e Supremo Conselho do Brazil de Abril de 1875 narra que um grupo de maçons ofereceu ao Marquês um presente em agradecimento aos serviços prestados à Ordem:

Consistiu a offerta em uma caixinha de ouro, com seis pollegadas de comprimento e quatro de profundidade. Nas extremidades da tampa estão esculpidos desenhos adequados e nota-se no centro, cravado sobre joias, o monogramma do marquez. Do lado interno da tampa há uma trolha de prata, ornada com diversos symbolos maçônicos.”

O mesmo Boletim, entretanto, noticia na sua edição de janeiro de 1876 que, quando da visita de Ripon ao Papa, deu-se um discurso proferido pelo monsenhor Nardi, da seguinte forma:

Alem dos encômios que teceu ao antigo gram-mestre da Grande Loja da Inglaterra como homem, estadista, titular, chefe de familia e capitalista, o que é um elogio indirecto à Ordem que por tantos annos o escolheu para seu chefe, occupa-se monsenhor Nardi da maçonaria.

A maçonaria ingleza, diz o panegyrista do marquez de Ripon, occupa-se especialmente em beber, comer e divertir-se e não é tão perniciosa como a italiana, alleman, suissa, hespanhola e brazileira, posto que ella também produza muitos males, e seja igualmente inimiga da igreja.

Parece-nos que o marquez de Ripon, que com seu silencio acceitou tudo quanto affirmou o seu panegyrista, devia ficar em extremo lisongeado pelo papel que representou durante tantos annos como chefe da maçonaria inglesa!

Apesar da renúncia à Maçonaria feita por Ripon, o Marquês nunca se tornou um exposé ou um autor antimaçônico. Nossa pesquisa não apontou nenhum episódio no qual o Marquês tenha deplorado a Maçonaria, apesar do tom laudatório d’O Apóstolo, acima supramencionado. O mais provável, e é o que se depreende da leitura de sua biografia, é que Ripon tenha se desligado da Maçonaria não por passar a crer intimamente na sua malignidade, mas tão somente por obediência à Igreja.

O afã de localizar provas definitivas e irrefutáveis contra a Maçonaria acabaria por transformar a Igreja em vítima do charlatão Leo Taxil, que, por quase dez anos, a partir de 1885, fingiu ter se convertido e denunciou uma verdadeira Sinagoga de Satanás nas Lojas Maçônicas, para credulidade geral dos fiéis e da alta hierarquia da Igreja, incluindo o Papa.

Da mesma forma o afã de muitos maçons em fazer da Maçonaria uma espécie de supra religião, uma religião civil à qual as demais religiões deveriam se submeter, acabou por deturpar o sentido da experiência maçônica, submetendo-a às paixões políticas e tornando-a, em vários momentos, uma liberticida.

A reação negativa à conversão de Ripon expôs, entretanto, uma contradição óbvia entre o discurso e a prática da tolerância religiosa na Maçonaria.

Ora. Não sendo a Maçonaria uma religião – e ela não é, ainda que haja quem deseje que seja – não é possível falar em apostasia em sentido estrito, mormente por se dedicarem os maçons, ao menos nominalmente, à livre investigação da verdade.

Do fato de que a Maçonaria não ensina dogmas não implica que o maçom não os possa (ou não deva) ter. Entre não ensinar dogmas e negá-los há uma distância gigantesca.

Um dogma pode ser definido como um ponto fundamental de um sistema de crenças que, por representar uma Verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida. Proclamar a crença num dogma significa tão somente reconhecer que a Verdade existe e é acessível. Não faria sentido algum proclamar a um tempo o desejo de investigar a verdade e noutro tempo negar a possibilidade de encontrá-la.

O sentido original da neutralidade maçônica em termos de religião surgiu como um imperativo para a possibilidade de convivência interna corporis entre os diferentes, e não como um dogma a ser imposto em todas as instâncias sociais.

O ideal moderno de tolerância como indiferentismo é incompatível com a pretensão de livre investigação da Verdade. Como bem definiu o filósofo Andrei Pleșu:

Assistimos, de fato, a uma modificação substancial de sentido do conceito de “tolerância”. Ele já não designa aceitação do “outro”, da opinião diferente, mas pura e simplesmente ignorância (amável) da opinião diferente, a suspensão da diferença como diferença. Disso resulta que: 1. não tenho necessidade de te entender para te aceitar; 2. não tenho necessidade de discutir contigo para te dar razão. Dito de outro modo, estou de acordo com as coisas que não entendo e estou, em princípio, de acordo com as coisas com que não estou de acordo. O senhor tem direito à opinião do senhor. Respeito-a. Eu tenho direito a minha opinião e espero que ela seja respeitada. É inútil a dialética. A tolerância recíproca termina numa mudez universal, sorridente, pacífica, uma mudez porque o diálogo é uma interferência radiofônica indesejável. Nessas condições, a tolerância tem efeitos mais do que discutíveis: ela amputa o apetite de conhecimento, de compreensão real da alteridade, e dinamita a necessidade de debater. Para que negociarmos mais, se o resultado é, de qualquer modo, o consentimento mútuo ao direito do outro? Num mundo governado por tais regras, Sócrates ficaria desempregado. Não se encontra nenhuma verdade, não se faz nenhum raciocínio.” (Da Alegria no Leste Europeu e na Europa Ocidental e outros ensaios, PLEȘU, 2013)

A Maçonaria e as religiões operam em planos diferentes. A Loja nunca poderá ser uma substituta do templo, ainda que seja eventualmente chamada de “templo”, porque ela não fornece às questões fundamentais que afligem o espírito. A Loja é um espaço de sociabilidade e ética que se soma à religião, à qual presta tributo, ao exigir dos seus membros prévia profissão de fé num Criador e ordenador do Universo como condição de admissão e permanência. Ainda que ela não seja por isso incompatível com as religiões, incompatibilidades de ordem esotérica e exotérica podem eventualmente se manifestar no espírito do maçom.

A religião opera num plano vertical, conectando os homens a Deus, ao passo que a Maçonaria opera num plano horizontal, fornecendo as bases para a prática dos princípios de fé e moralidade num mundo diverso e plural, permitindo aos homens conviverem apesar de suas diferenças. Não por outra razão vimos que a Maçonaria proporcionou um espaço de liberdade para católicos em países protestantes e para protestantes em países católicos.

Desta forma o eventual abandono da Maçonaria por algum irmão que passe por um processo de conversão religiosa não deve ser encarado com rancor e preconceito, e sim com respeito, posto que a escolha da religião é, definitivamente, mais importante que qualquer outra escolha, ao menos para os que creem na imortalidade da alma.

Ripon investigou a verdade e a seguiu. Despiu-se das vontades e das paixões e abdicou das honras e glórias (em larga medida ilusórias) que o “Trono de Salomão” e os postos políticos proporcionam (que seduzem a tantos egos) e seguiu o caminho mais difícil, e portanto, mais honrado. Neste sentido, o seu percurso tenha se aproximado mais do ideal maçônico do que supuseram os seus detratores.

Autor:Edgard da Costa Freitas Neto

Edgard é Mestre Maçom, membro da Loja Maçônica “Fraternidade, Auxílio e Verdade” No. 127 – GLEB, Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz – Ilhéus, BA, Especialista em Direito e Magistratura pelo convênio Escola de Magistrados da Bahia/Universidade Federal da Bahia.

Fonte: Revista Ciência e Maçonaria

Bibliografia

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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, Nº 273, jurisdicionada à GLMMG, oriente de Ibirité/MG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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