O Livro

livro

Paul Doumer, em O Livro do meu Filho, de sua autoria, esclarece que “desde o instante em que a nossa vontade chegou a ter consciência própria, e nos é dado aprender sem outro mestre além da razão, o trabalho torna-se frutuoso como jamais o fora. Dos conhecimentos adquiridos assim, faz-nos penetrar no âmago dos assuntos que tínhamos uma breve noção de seus significados; compreendemos o que antes contentávamos em reter de memória. Onde pareciam somente palavras, descobrimos pensamentos, onde nos quedávamos à superfície, mergulhamos no fundo das questões”.

Os livros são verdadeiros amigos, para todas as idades. Podemos tê-los sempre ao nosso alcance, respondendo às nossas indagações, esclarecendo dúvidas, quando os sabemos interrogar e compreender. Muitos narram acontecimentos históricos, outros revelam segredos da natureza. Uns, pelo seu encanto, afastam as nossas inquietações, outros alegram e fortalecem o nosso espírito.

Os livros são estradas que nos levam ao encontro das ciências.

Cícero dizia que “uma casa sem livros era o mesmo que um corpo sem alma. Àquele que aprecia um bom livro jamais faltará um amigo fiel, um conselheiro sabedor, um companheiro alegre, um consolador eficaz. Quem lê, quem estuda o que lê, quem pensa no que leu, pode divertir-se inocentemente, recrear-se numa alegria sã, seja qual for o tempo que faça e qualquer que seja a situação em que se encontre”.

Os livros são um guia para a juventude e uma distração para os que já atingiram a maturidade. Conseguem fazer-nos suportar a solidão e impedem-nos de sentir a carga de nós mesmos; ajudam-nos a esquecer a dureza dos homens e das coisas; acalmam-nos as paixões e o desassossego, adormecem-nos os desgostos.

O amor da leitura é mais precioso que todos os tesouros da Índia – escreveu o historiador Gibbons.

A História transforma um homem moço num velho sem rugas nem cabelos brancos; quer dizer, dá-lhe a experiência que só se adquire com a idade.

Ao estudar, não devemos somente ler as palavras sem nos fixarmos às idéias que elas exprimem

Uma biblioteca não contém apenas inumeráveis riquezas em espaço restrito, mas permite-nos, também, que viajemos por todas as partes do mundo e nos familiarizemos com os mais notáveis representantes das ciências, das artes e das letras.

Devemos cuidar de nossa cultura e do desenvolvimento das faculdades morais. O aprimoramento individual depende exclusivamente do esforço de cada um, assim como o progresso coletivo da ação de todos.

O Homem desinteressado pela leitura e pelo estudo tende a vagar entre o desespero e o tédio. O desespero de viver uma vida sem valores ou conteúdos, entediado por ações de rotina, que pouco o diferencia dos animais.

Autor: José Airton de Carvalho

*Zé Airton é M.I. na ARLS Inconfidência, nº 47, situada no oriente de Belo Horizonte e jurisdicionada à GLMMG, membro da Loja Maçônica de Pesquisas Quatuor Coronati “Pedro Campos de Miranda”, membro da Academia Mineira Maçônica de Letras, presidente da Escola Maçônica “Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida”.

Anúncios

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, Nº 273, jurisdicionada à GLMMG, oriente de Ibirité/MG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
Esse post foi publicado em Filosofia. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s