Seis Séculos de Ritual Maçônico – 4ª Parte

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A Maçonaria Dissecada de Prichard

A partir de então, temos ampla evidência dos três graus em prática e, em seguida, em 1730, temos a mais antiga exposição impressa que alegava descrever todos os três graus, a Maçonaria Dissecada, publicada por Samuel Prichard em outubro de 1730. Foi o trabalho ritual mais valioso que tinha aparecido até aquele momento, todo sob a forma de perguntas e respostas (exceto por uma breve introdução) e teve enorme influência na estabilização do nosso ritual inglês.

Seu ‘Grau de Aprendiz Maçom’ – a esta altura com noventa e duas perguntas – dava duas palavras pilar para o AM, e o primeiro deles era ‘soletrada’. Prichard conseguiu espremer muito trabalho prático em suas perguntas e respostas do AM. Aqui está uma pergunta para o candidato: “Como ele fez de você um Maçom?” Vejamos a sua resposta:

“Com o meu joelho nu dobrado e o corpo dentro do esquadro, o compasso estendido contra meu seio esquerdo nu, minha mão direita nua sobre a Santa Bíblia: ali eu tomei a Obrigação (ou Juramento) de um Maçom.”

Todas essas informações em uma resposta! E a pergunta seguinte era: ‘Você pode repetir essa obrigação? Com a resposta: “Farei meu esforço.”, e Prichard seguia isso com uma obrigação magnífica que continha três conjuntos de sanções (corte na garganta, coração arrancado, o corpo cortado e cinzas queimadas e espalhadas). Isto é como elas apareceram em 1730. Documentos de 1760 as mostram separadas, e os desenvolvimentos posteriores não nos interessam aqui.

O “Grau de Companheiro” de Prichard era muito curto, apenas 33 perguntas e respostas. Eu dei J sozinho ao Companheiro (não soletrei), mas agora o segundo grau tinha um monte de novo material relativo aos pilares, à câmara do meio, à escada em espiral, e um longo recitativo sobre a letra G, que começava com o significado “Geometria” e acabava denotando “O Grande Arquiteto e Inventor do Universo”.

O “Grau de Mestre ou Parte do Mestre” de Prichard era composto de trinta perguntas com algumas respostas muito longas, que continham a versão mais antiga da lenda de Hiram, literalmente, toda a história, como ela era contada naquela época. Ela incluía o assassinato por “três rufiões”, os investigadores, “Quinze Amantes Irmãos” que concordaram entre si “que se não encontrassem a Palavra nele ou sobre ele, a primeira palavra deveria ser a Palavra do Mestre”. Mais tarde, a descoberta “o Deslizamento”, a elevação com os cinco pontos de perfeição, e outra nova versão da palavra* de MM, o que se diz significar “O Construtor está morto”.

Não há nenhuma razão para acreditar que Prichard inventasse a lenda de Hiram. Ao lermos sua história em conjunto com aquelas coletadas por Thomas Graham em 1726 (citado anteriormente), não pode haver dúvida de que a versão de Prichard surgiu de vários fluxos de lenda, provavelmente um resultado inicial da influência especulativa naqueles dias.

Mas o terceiro grau não era uma nova invenção. Ele surgira de uma divisão do primeiro grau original em duas partes, de modo que o segundo grau original com seus Pontos de Perfeição e uma palavra moveu-se para cima, para o terceiro lugar, ambos os segundo e terceiro adquirindo materiais adicionais durante o período de mudança. Isso ocorreu em algum momento entre 1711 e 1725, mas se ele começou na Inglaterra, Escócia, ou Irlanda é um mistério; nós simplesmente não sabemos.

De volta agora a Samuel Prichard e sua Maçonaria Dissecada. O livro tornou-se uma sensação; ele vendeu três edições e uma edição pirata em 11 dias. Ele varreu todas as outras exposures para fora do mercado. Pelos próximos 30 anos, Prichard estava sendo reimpresso continuamente e nada mais poderia ter uma chance; não havia nenhuma outra obra que poderia chegar perto dele. Perdemos alguma coisa com isso, porque não temos registros de quaisquer desenvolvimentos de rituais na Inglaterra durante os próximos 30 anos – uma grande lacuna de 30 anos. Apenas um novo item apareceu em todo esse tempo, o Obrigação para o Iniciado, uma miniatura da nossa versão moderna, em belo inglês do século XVIII. Ele foi publicado em 1735, mas não sabemos quem o escreveu. Para novas informações sobre o crescimento do ritual, temos que atravessar o Canal, para a França.

Continua…

Autor: Harry Carr
Tradução: José Filardo

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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, Nº 273, jurisdicionada à GLMMG, oriente de Ibirité/MG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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