A Pedagogia da Maçonaria

Cada vez mais torna-se claro que o problema anterior a esta Sociedade de Pesquisas – e que esteve sempre presente na Ordem de uma maneira geral – é o problema da pedagogia da Maçonaria. Até agora, ninguém resolveu esse problema de forma satisfatória, embora muito tenha sido feito nesse sentido através de livros, panfletos, palestras orais e escritas, clubes de estudo, e vários outros métodos. Ainda assim, nós ainda não formulamos uma definitiva, sistemática, e prática forma de curso para estudos maçônicos afim de atender as demandas dos novos maçons que ingressam em nossas lojas, mesmo sabendo que eles virão nos perguntar: “Como e onde devemos começar os estudos sobre a Maçonaria?” Aliás, como a razão principal para a existência desta Sociedade é a resolução deste verdadeiro problema, por algum tempo essa tarefa será seu objetivo primordial, ainda mais porque é grande o número daqueles recém-admitidos como membros, e que nada conhecem sobre a Ordem e sua maravilhosa história e filosofia.

Por isso planejamos um simpósio sobre o tema “Como Estudar Maçonaria”, e pedimos a participação de alguns maçons ilustres – alguns deles membros de universidades, com larga experiência no ensino – que irão contribuir com este projeto, com o objetivo de agrupar as melhores ideias, experiências e processos existentes na Ordem para que possamos então superar este problema. Quando concluído e publicado na íntegra, uma vez que estará no The Builder – começando com a próxima edição – acredita-se que este simpósio será um dos documentos mais sugestivos e valiosos na literatura da Ordem. Enquanto isso, para que possamos tirar proveito da mais ampla experiência e da ideia mais frutífera, deixamos a porta aberta para todos os membros da Sociedade, recebendo contribuições para este simpósio de todos.

O que nós desejamos é que, uma vez de posse do resultado dessas experiências e conselhos, possamos formular e publicar um programa detalhado pelo qual um Aprendiz possa começar o estudo da Maçonaria, e desenvolvê-lo passo-a-passo de forma inteligente, com uma sólida base pedagógica maçônica, e assim vir a conhecer a história desta grande Ordem, seu desenvolvimento, seu simbolismo e sua doutrina. Tempo será necessário para elaborar este plano em todos os seus detalhes, mas ele não só deve ser feito, como pode ser feito, e este é o mais importante serviço, e o de mais longo alcance, que essa Sociedade pode prestar para a Ordem.

Tradução: Luiz Marcelo Viegas

Fonte:
The Builder Magazine
Volume I, Número 3, março-1915

Nota do Blog:

Não posso aqui deixar de me referir ao trabalho realizado pela Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, capitaneada por seu presidente José Airton, que, amplamente apoiada por toda GLMMG e particularmente pelo Grão-Mestre Geraldo Eustáquio Coelho de Freitas, e por todos os outros Grãos-Mestres que o antecederam, oferece a todos os membros das potências reconhecidas a oportunidade de estudar mais a fundo as instruções dos 3 graus do REAA, onde cada uma delas é debatida, esmiuçada, analisada em todo o seu contexto e além do que está presente no ritual, em encontros que duram ao menos duas horas (tempo para cada instrução – lembrando que dentro de loja são 15 minutos). Os membros da Escola também atendem as solicitações das lojas do interior de Minas, com seus membros indo até elas, auxiliando nossos irmãos no desenvolvimento do estudo maçônico.

Nas próximas semanas o blog irá publicar os resultados do simpósio promovido pela National Masonic Research Society.

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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, Nº 273, jurisdicionada à GLMMG, oriente de Ibirité/MG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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3 respostas para A Pedagogia da Maçonaria

  1. Ilustre Irmão Marcelo gostaria, por gentileza, requisitos indispensáveis para
    formar parte da Escola Maçônica Mestre Antonio Augusto Alves D’Almeida

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  2. Hercilio Caetano disse:

    Pod:. Iir:.fiquei muito contente em saber que a maçonaria está preocupada em desenvolver êste projeto,, Saliento que iniciei em nossa ordem em 1975, hoje com 75 anos de idade estou fazendo o , Grau 31. Para me aprimorar meus conhecimentos, tive que procurar pesquisar pela Internet de , trabalhos de irmãos de outros oriente. Atualmente não temos instrutores para ministrar nossos assuntos. Em nossas escolas dos graus simbolicos somente fazem leituras das instruções que estão inseridas nos manuais.. Não tem condições de usar as palavras: Porque e Para Que. Não insentivam usar os Dicionarios maçonicos… Este é um desabafo de um ir: que procura a alpliar seus conhecimentos. Fraternalmente Hercilio Caetano

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