Um breve panorama da historiografia maçônica: de sua criação à atuação na Proclamação da República

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O presente artigo tem como finalidade principal abordar um breve panorama da historiografia maçônica, isto é, a contribuição dos principais trabalhos não apenas pelos historiadores do meio acadêmico mas também pelos pesquisadores e historiadores maçons acerca dessa importante sociedade secreta. Além disso, mais do que fazer um esboço das principais obras sobre a história da maçonaria brasileira, apresentamos também de maneira breve os primeiros trabalhos sobre a maçonaria mundial, isto é, suas origens, mitos, lendas desde a sua chegada ao Brasil. Por conseguinte, temos como recorte principal a sua atuação na proclamação da república no Brasil, em 1889.

O estudo da história da maçonaria inicialmente era restrito principalmente apenas aos historiadores maçons. A mística do segredo não se dava somente dentro das cerimônias e rituais dentro das lojas mas também era um mistério a ser descoberto no campo acadêmico. Por isso, via-se uma necessidade cada vez mais ampla de desvendar os caminhos da pesquisa maçônica não apenas aos maçons, mas sim de uma maneira geral aos historiadores que não pertencem a essa instituição, passando-se assim a se difundir no meio universitário.

Os primeiros estudos sobre maçonaria se deram na Europa especialmente na França durante a década de 1960 pelos maçons Pierre Chevalier e Daniel Ligou. Posteriormente, Augustin Ligou e François Furet aprofundaram os estudos sobre a pesquisa maçônica. Estes dois últimos historiadores influenciaram muito a recente historiografia francesa sobre a maçonaria. Durante a década de 1980, ressalta-se a importância dos trabalhos de Maurice Agulhon na qual ele desenvolve o conceito de sociabilidade. Para esse autor, a maçonaria é vista como espaços de sociabilidade, isto é, grupos sociais na qual os homens expressam e vivem suas relações interpessoais e se inserem nos mais diversos meios. A pesquisa de Maurice Agulhon foi fundamental e influenciou nos estudos da história da maçonaria brasileira, servindo como referencial teórico a ser utilizado por diversos autores. A discussão de sociabilidade será discutida neste presente trabalho mais adiante.

Para Célia Marinho de Azevedo, as origens da maçonaria remontam os personagens do Velho Testamento, começando pelos reis Salomão e Adão[1]. Porém, ela cita um autor chamado Paul Naudon que por sua vez afirma que há um ponto de discordância sobre a fundação da maçonaria, afirmando que a mesma teria surgido no período medieval e na Renascença com a chamada Franco maçonaria ou maçonaria especulativa e a maçonaria de ofício ou operativa[2]. Esses tipos de maçonaria consistiam em organizações de ofício onde os indivíduos, mais do que desenvolverem as atividades, desenvolviam laços de solidariedade e fraternidade. Marinho afirma que a maçonaria durante a Idade Média, era o único ofício não localizado e mantinha laços organizativos entre cidades[3].

O processo de transformação em antiga maçonaria na conhecida “ moderna maçonaria”, desenvolveu-se durante o século XVII na Grã- Bretanha, inicialmente nas lojas escocesas e depois nas inglesas. Segundo a historiadora Margaret Jacob, a nova maçonaria representava o surgimento de uma nova cultura secular, novos espaços de sociabilidade entre as elites[4]. Mais do que isso, ela era o local na qual ocorria a eleição dos representantes e garantia liberdade de expressão em meio a um período de Antigo Regime. Koselleck também compartilha dessa visão, defendendo a ideia de que as lojas maçônicas, além de terem a marca da solidariedade entre os irmãos, eram típicas de um poder indireto, exercido pela burguesia, e pregavam a defesa da liberdade, sendo esta última, um ideal totalmente oposto à tirania e ao despotismo do Antigo regime[5].

A maçonaria, dessa forma, era um tipo de sociabilidade que se desenvolveu durante o absolutismo europeu, sendo também, uma nova forma de organização e instituição encontrado pelas elites, principalmente por parte da burguesia, na qual eles discutiam projetos políticos, funcionando assim como verdadeiros “clubes”. Tal realidade não se deu só entre as lojas maçônicas do cenário europeu, também se fez presente nas lojas maçônicas brasileiras sobre os principais acontecimentos políticos do país.

O século XVIII não foi marcado apenas pela eclosão dos ideias iluministas, enfraquecimento da doutrina absolutista e a explosão da revolução francesa. Além desses fatos, é consenso em grande parte da historiografia atrelarem o surgimento da maçonaria durante esse período. Foi a partir de meados do século XVIII e inícios do XIX que houve uma maior disseminação da maçonaria, com a criação de lojas maçônicas por todo o mundo. Dentre as diversas regiões, a instituição maçônica chegou ao Brasil no início do século XIX com a criação em 1801 da primeira loja maçônica: a loja Reunião, localizada no Rio de Janeiro, vinculada ao Grande Oriente da França. Célia Marinho, entretanto, afirma que havia indícios da existência de maçons anterior a esse período, envolvidos nos episódios da Inconfidência Mineira (1789) e Conjuração Baiana (1798)[6].

O historiador Marco Morel, outro estudioso do tema, ressalta a importância da maçonaria não apenas na história política brasileira, mas em toda a América Latina[7]. De acordo com ele, a maçonaria foi muito influente nos processos de independência das colônias da América Espanhola sob a égide dos maçons Bolívar, San Martin e ainda na emancipação das treze colônias, sob a liderança dos maçons George Washington e Thomas Jefferson. Para esse autor, ressaltar a importância da instituição maçônica na política brasileira e nas mais diversas regiões é repensar a história social e política dessas áreas.

Morel também aborda de maneira inerente o caráter da maçonaria através de suas dimensões social e cultural, a sua essência cosmopolita, a utopia da fraternidade, o ideal da liberdade e igualdade não obstante as diferenças sociais e também as rivalidades políticas internas dentro da instituição maçônica, sendo estas últimas, reflexo dos constantes lutas, acontecimentos políticos que repercutiam de forma intensa nas lojas[8]. É notório em toda a história política brasileira, objeto principal de estudo deste presente trabalho, a participação de líderes políticos maçons ocupando altos cargos dentro da maçonaria sendo na maioria das vezes Grão mestres.

Pode-se afirmar que desde a chegada da maçonaria no Brasil até o final do período da Primeira República, principalmente, grande parte dos políticos, desde o imperador, ministros, conselheiros de estado até os deputados, senadores e presidentes, eram iniciados ou eram membros totalmente ativos na maçonaria. Ser maçom era sinônimo de status, poder e prestígio político no período imperial e em início da República. A mística do segredo é ainda uma grande marca e característica principal da maçonaria. Como nos diz Célia Marinho: procurar compreender e saber o porquê de uma instituição atrair tantos indivíduos, o que se almejava com isso, saber suas utopias e o que se alcançava com os laços de sociabilidade, ajudará cada vez mais a descobrir o papel da maçonaria na sociedade, tanto na dimensão cultural, social, política e até econômica[9].

Quando se fala sobre a história da maçonaria no Brasil, não podemos deixar de esquecer da principal obediência existente no país: o Grande Oriente do Brasil (GOB), fundada em junho de 1822 por José Bonifácio através da união das lojas maçônicas: União e Tranquilidade, Esperança de Niterói e Reunião. William Almeida de Carvalho afirma que bem antes da criação do GOB, já se tinha a existência de diversas lojas maçônicas no Rio de Janeiro, como: Comércio e Artes, Virtude e Razão; na Bahia, a loja União, fundada em 1813 e, em Pernambuco, a instalação da loja Regeneração em 1809[10]. Entretanto, tais lojas não eram filiadas ao GOB, uma vez que o mesmo não fora criado ainda, mas sim eram filiadas e submetidas ao Grande Oriente da ilha de França, da Inglaterra e da Lusitânia.

Uma observação importante é que quando se teve a instalação da primeira loja maçônica, no Brasil, a loja Reunião, a mesma era submetida ao Grande Oriente da França. Todavia, houve divergências e até disputas entre essa última obediência e o Grande Oriente de Portugal para ter a submissão da recém-criada loja Reunião. O Grande Oriente lusitano, em contrapartida, passou a propagar na colônia brasileira a doutrina maçônica portuguesa através da criação de diversas lojas maçônicas submissas à sua ordem.

O Grande Oriente do Brasil durante a sua história passou por diversas instabilidades, dificuldades e cisões motivadas não apenas pelas disputas internas na obediência, mas, principalmente, pelas lutas e acontecimentos políticos no Brasil, repercutindo de maneira intensa nas lojas através das discussões realizadas pelos pedreiros acerca dos projetos políticos para o Brasil.

Dentre os rompimentos no GOB, um dos mais marcantes foi aquele ocorrido em 1863 no qual tal obediência se dividiu em Grande Oriente dos Beneditinos e do Lavradio. O primeiro tinha como Grão-Mestre o republicano Joaquim Saldanha Marinho e o segundo o Visconde do Rio Branco. Essa cisão, segundo Carvalho, se deu em torno das eleições para o novo Grão-Mestre do GOB[11]. Além disso, o historiador Alexandre Barata afirma também que um dos motivos para a cisão foi as disputas políticas entre os maçons republicanos e monarquistas acerca do regime de governo no Brasil, uma vez que a partir de 1870 os republicanos começaram a ganhar força em seus projetos políticos, teve-se a criação do Partido Republicano, a Convenção de Itu, conhecido como o Manifesto Republicano e os primeiros anos do enfraquecimento da monarquia aliado a outros fatores, dentre eles: a chamada questão militar[12].

Segundo Barata, as lojas maçônicas funcionaram como verdadeiros clubes republicanos, espaços de difusão do ideal da república[13]. Os maçons, além de discutirem os assuntos internos da organização, comentavam a situação política do país e geravam até embates entre os pedreiros adeptos da monarquia e da república.

Os estudos sobre a história da maçonaria no Brasil começaram a se intensificar a partir dos anos 1990. Inicialmente tais estudos, como mencionado anteriormente, foram produzidos por maçons e, posteriormente, passaram a se pulverizar no meio acadêmico. Motivado pelo centenário da proclamação da República e pelo bicentenário da Inconfidência Mineira, o maçom José Castellani lançou a obra Maçonaria e o Movimento Republicano em 1989, com objetivo principal de enaltecer a atuação dos personagens políticos maçons na transição da monarquia ao novo regime. Além disso, ele procura resgatar a atuação por ele denominada heroica dos maçons nesse acontecimento histórico e realiza um estudo da biografia de cada político maçom, suas trajetórias políticas e iniciação nas lojas maçônicas.

Dentre as diversas obras sobre história da maçonaria brasileira produzida por José Castellani, uma de grande importância é A Maçonaria brasileira na década da Abolição. Nessa obra, a sua contribuição é de procurar relacionar e explicar a atuação e influência de alguns maçons no processo de abolição da escravatura em 1888.

A década de 1990 foi marcada também pelo início do crescimento de pesquisas maçônicas até mesmo em função dos anos de silêncio e perseguição às sociedades secretas durante o período da ditadura militar. Mais do que uma abertura política gradual e lenta da ditadura e o seu posterior fim, em meados da década de 1980, o final dessa última foi caracterizada pela inovação das pesquisas sobre maçonaria.

A partir da década de 1990, começam a emergir também os trabalhos sobre maçonaria feitos por historiadores não maçons, como é o caso de Alexandre Mansur Barata e Marco Morel, principalmente. Tais historiadores são caracterizados por promoverem em suas obras uma renovação nos estudos sobre a historiografia maçônica brasileira.

Ambos têm como um dos referenciais teóricos em seus respectivos trabalhos o conceito de sociabilidade de Maurice Agulhon. Barata vê a maçonaria como espaços de discussão do projeto político republicano, funcionando como “clubes” e defende a ideia de que a instituição maçônica foi um dos aspectos importantes no processo de construção da identidade nacional do Brasil[14]. Além disso, ele analisa a maçonaria em sua dissertação de mestrado tendo como recorte cronológico, 1870 -1910, período de grande efervescência nas lojas maçônicas, tanto no aspecto interno de sua organização como no fator externo em que a campanha republicana refletia cada vez mais nas lojas e as divergências políticas entre os pedreiros tornavam-se evidentes.

Marco Morel, outro historiador que aborda o tema sobre maçonaria, contribui muito também com a história de tal instituição no Brasil. Ele, juntamente com Françoise Jean de Oliveira Souza, produziu uma obra chamada O poder da maçonaria: a história de uma sociedade secreta no Brasil. Nesse trabalho eles procuram fazer uma abordagem geral acerca da maçonaria, discutindo sua chegada no território brasileiro, seu envolvimento em possíveis revoltas (como a Inconfidência Mineira), a criação das primeiras lojas, a fundação da mais importante obediência, o Grande Oriente do Brasil (GOB) até os dias de hoje e, sobretudo, ressaltam a importância das mais diversas lojas maçônicas no processo de Independência em 1822 e na proclamação da república, em 1889. Além disso, ressaltam a participação da maçonaria não apenas no Brasil, mas nos países latinos americanos em seus processos de independência, nos EUA, nos conflitos mundiais (1° e 2° guerras) na figura dos seus líderes políticos.

Um outro trabalho de Marco Morel, fundamental para compreendermos a maçonaria como uma rede sociabilidades, é Sociabilidades entre Luzes e sombras: apontamentos para estudo histórico das maçonarias da primeira metade do século XIX (clique Aqui para ler o artigo), extraído dos capítulos 8 e 9 de sua tese de doutorado: “La formation de l´espace public moderne à Rio de Janeiro (1820-1840): opinion, aclerus es sociabilités”. Nesse artigo, Morel já começa afirmando a maçonaria como uma forma de sociabilidade do período da independência e construção do Estado Nacional[15]. Posteriormente ele defende a ideia da instituição maçônica não ser apenas uma organização ideológica, mas sim um dos meios que contribuíram para a transformação dos espaços públicos no Rio de Janeiro[16]. Esse historiador compartilha também com a visão de Koseleck, ao afirmar que as lojas maçônicas eram espaços políticos modernos e do pensamento crítico frente ao Estado Absolutista[17].

Por conseguinte, com base em Agulhon, ele define sociabilidade como uma tipologia de movimentos associativos com distintas funções sociais e dimensões, tais delas: filantrópica, pedagógica, corporativa, política, cultural e econômica. Morel faz esse estudo pois tem como finalidade estudar os movimentos associativos na cidade imperial. Além disso, diante desse quadro, ele vê a maçonaria como uma forma de organização política[18].

Outro autor que aborda a questão da maçonaria é David Gueiros Vieira em uma de suas principais obras O Protestantismo, a Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil. Nesse livro, Vieira procura retratar de maneira genérica a atuação da maçonaria principalmente durante os anos finais do Império, a partir de 1870, e mostrar suas divergências com a igreja católica[19]. Esta última, nesse período, tinha como doutrina a ser pregada o ultramontanismo, que tinha como base a infalibilidade papal, concentração cada vez maior do poder eclesiástico nas mãos do pontífice e o combate aos discursos que fossem contra as pretensões da igreja, isto é, medidas que eram consideradas erradas e perigosas para tal instituição. Dentre essas correntes ideológicas, segundo Vieira, figuravam o protestantismo, o racionalismo, jansenismo, galicanismo, deísmo, todos os tipos de liberalismo, o socialismo e a maçonaria[20]. Aqui no Brasil, esse episódio ficou conhecido como a Questão Religiosa. Esse acontecimento consistiu principalmente no combate, por parte de algumas lideranças religiosas, dentre elas os bispos adeptos às ideias ultramontanas, ao discurso maçônico e a proibição dos maçons frequentarem a igreja, além da ordem de fechar as irmandades religiosas compostas por pedreiros. Porém, tal inciativa esbarrou na autoridade do imperador, D. Pedro II, uma vez que no Brasil, segundo a constituição de 1824, além da religião oficial no Império brasileiro ser o catolicismo, o imperador também era o chefe dessa religião e qualquer documento papal no Brasil deveria ter a autorização dele, além do regime entre a igreja eu Estado ser baseado no padroado. Entretanto, para David Gueiros, o ultramontanismo cresceu de maneira vagarosa no Brasil[21]. Isto se deu uma vez que, segundo ele, a influência dessa corrente cristã ocorreu através da influência de estrangeiros e por serem ideias trazidas por clérigos importados da Europa.

Esse autor também aborda um pouco da formação e consolidação do Grande Oriente do Brasil, uma de suas principais cisões, em 1863, ficando dividida ente Beneditinos e Lavradio até 1883 e sua posterior unificação, a mudanças dos ritos, além de ressaltar a importância da instituição maçônica na história política brasileira[22]. Segundo ele:

É por demais óbvio que a historiografia brasileira aproveitaria muito com um estudo erudito da maçonaria nacional, que desapaixonadamente pesquisasse todos os aspectos daquela organização e no que, tanto de bom como de mau, se tem constituído a sua contribuição para a história brasileira.[23]

A partir dessa passagem do professor David Gueiros, podemos inferir uma necessidade maior de se pesquisar cada vez mais a experiência da maçonaria, embora se tenha ainda uma grande dificuldade de ter acesso aos arquivos maçônicos. Porém, temos que nos ater pois esse autor escreve esta obra em finais dos anos 1970 e mostra que, ainda naquele período, os arquivos maçônicos eram muito restritos. Entretanto, a partir da década de 1990 assiste-se a uma abertura gradual dos arquivos, documentos das lojas maçônicas e, simultaneamente, ao começo de uma produção historiográfica sobre a maçonaria feita por historiadores não maçons, sendo antes desse período, predominantemente produzida por maçons.

O historiador maçom William Almeida de Carvalho atesta também esse início de uma nova perspectiva do crescimento de trabalhos universitários feito por não maçons[24]. Ele menciona em seu artigo alguns nomes dessa historiografia. Além de Alexandre Barata, Marco Morel e David Gueiros Vieira, ambos mencionados neste texto, ele destaca também algumas pesquisas da atuação da maçonaria em alguns estados brasileiros em diversos períodos da história do Brasil.

Dentre esses, ele destaca o trabalho da dissertação de Alex Moreira Andrade cujo tema é: Maçonaria no Brasil (1863-1901): Poder , Cultura e Ideias, defendido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no ano de 2004[25]. Nessa obra, segundo Carvalho, Alex Moreira procura analisar a maçonaria especificamente no período da segunda metade do século XIX, o seu pensamento político, suas memórias, histórias e tradições. Além disso, este trabalho apresenta como dados muito interessantes o voto dos maçons no Congresso e os seus dados biográficos dos principais líderes políticos[26].

Outro trabalho citado por William Almeida é o de Frederico Guilherme Costa, A Maçonaria e a Emancipação do Escravo, de 1999[27]. Nesse estudo, umas das principais contribuições do autor é abordar e discutir a influência da instituição maçônica no processo da abolição da escravatura no Brasil. Para isso, ele se utiliza de uma análise de documentos primários colhidos em arquivos e as atas de sessões das lojas maçônicas através do auxílio de pesquisadores maçons. Por conseguinte, em seu trabalho, tem como um dos principais referenciais teóricos o historiador francês Maurice Agulhon e seu conceito de sociabilidade[28].

Quando pensamos em maçonaria, não podemos deixar apenas de ressaltar a sua importância na história brasileira como também na região latino-americana. É baseada nessa perspectiva que Ricardo Mário Gonçalves em seu trabalho A influência da Maçonaria nas Independências Latino-Americanas, presente no livro A Revolução Francesa e seu impacto na América Latina[29], estuda a influência da instituição maçônica no processo de independência das colônias da América Espanhola. Foi durante essas revoluções liberais na América que surgiram as figuras de líderes políticos maçons nesses processos, dentre eles: San Martín e Bolívar. Além dessa obra de Ricardo Mário Gonçalves, existe uma vasta produção bibliográfica sobre maçonaria hispano-americana.

Outro trabalho citado por Carvalho é o de Eliane Moura Silva, cujo tema é: Maçonaria, Anticlericalismo e Livre Pensamento no Brasil (1901-1909), apresentado no XIX Simpósio Nacional de História, em Belo Horizonte, em 1997. Sua principal contribuição é debater a atuação da maçonaria e a influência de suas ideias durante os primeiros anos conturbados da República no Brasil e os movimentos de livre pensamento e anticlericalismo que, segundo Eliane, desde meados do século XIX, marcaram profundamente a sociedade contemporânea[30].

Mencionado acima neste presente trabalho, Alexandre Barata, tem uma outra grande obra, a sua tese de doutorado cujo tema é Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada e Independência ( Brasil, 1790-1822). A sua grande contribuição nesse trabalho é analisar cada vez mais a inserção da sociabilidade da maçonaria no Rio de Janeiro no período em questão, as conexões entre os maçons brasileiros e portugueses e as articulações políticas entre os maçons na política durante o processo de independência do Brasil, em 1822, em que, segundo Barata, a emancipação brasileira sobre o império português foi o marco do início da construção do Estado Nacional Brasileiro[31]. Mais do que retratar esse panorama da atuação maçônica, o historiador Alexandre Barata quer aprofundar cada vez mais nessa tese de doutorado algumas questões que ficaram no ar em sua dissertação de mestrado, sendo uma delas tentar buscar e explicar a relação direta entre a maçonaria e a construção de um Estado e também de uma identidade nacional brasileira.

Tentando explicar também a relação entre a maçonaria e a independência do Brasil, Maria Elisabete Vieira em sua dissertação de mestrado O envolvimento da Maçonaria Fluminense do Reino do Brasil (1820-1822)[32], dá a sua contribuição para a historiografia universitária maçônica, defendendo a ideia de que as lojas maçônicas fluminenses eram espaços de discussões do poder, da política e de elaborações de diversas ideias, dentre elas, a ordem, acerca da autonomia política do Brasil em relação a Portugal. Nesse trabalho, ela utiliza fontes e bibliografia de origem maçônica.

Por conseguinte, mais do que retratar a história, a trajetória e a influência da maçonaria na história política brasileira, podemos também repensá-la a sua atuação também em sua própria organização, composição, pregação e defesa de princípios, valores tradicionais e modernos nos quais foram disseminados no meio social. Os ideais da filantropia, solidariedade, fraternidade, estrutura e criação das lojas maçônicas e o funcionamento de tal instituição são questões a serem explicadas e suscitadas por José Rodorval Ramalho em sua tese de doutorado, pela PUC, em 2004: Novae sed Antiquae: Tradição e Modernidade na Maçonaria Brasileira[33]. Rodorval busca analisar esses valores pregados pela instituição maçônica, suas origens, como se deu a sua transição à Modernidade e afirmando que combinação dos valores universais modernos e tradicionais torna possível a atitude reflexiva dos indivíduos maçons[34].

Em meio a essa discussão historiográfica sobre a maçonaria, podemos verificar a diversidade de trabalhos e pesquisas que tem crescido acerca da instituição maçônica, seja em sua atuação nos grandes acontecimentos políticos na história do Brasil como no mundo inteiro e também em histórias regionais, como por exemplo, a sua atuação em algumas províncias brasileiras no período imperial e colonial. Além disso, destacam-se estudos entre a instituição maçônica e a igreja, na chamada Questão Religiosa sendo objeto de pesquisa inerente a quem se interessa no estudo da igreja católica na história do Brasil e no auxílio a entender a grande rivalidade que se estende entre essas duas instituições.

Importante também ressaltar a grande influência das lojas maçônicas paulistas no processo de proclamação da república. Como exemplo disso, destaca-se a grande atuação da Loja América. Quem se debruça no estudo dessa loja e de outras da província paulista é Luaê Carregari Carneiro Ribeiro, em sua dissertação de mestrado Uma América em São Paulo: a Maçonaria e o Partido Republicano Paulista (1868-1889). Nesse estudo, o autor procura esboçar a relação do partido republicano paulista com a instituição maçônica[35]. Grande parte dos membros desse último eram iniciados ou ocupavam altos cargos nas lojas maçônicas. Dentre elas, destacava-se a atuação da loja América, além de outras como a loja Amizade, vistas como “palcos” das discussões do governo e debates acerca do projeto político republicano entre os líderes políticos maçons.

Além disso, Carneiro procura fazer uma análise geral da atuação da maçonaria na cidade de São Paulo no século XIX, bem como ressaltar o ideal republicano defendido por muitos maçons na propaganda, aborda o seu conflito com a igreja católica e enfatiza a expansão das lojas maçônicas pela província paulista[36]. Entretanto, isso não era algo que estava ocorrendo apenas em São Paulo, mas também em todo o Brasil nesse período, a partir, principalmente da segunda metade do século XIX.

Um outro aspecto em que explica a grande atuação dos maçons paulistas na política brasileira pode ser evidenciada em quase durante todo o período da 1° República brasileira (1889-1930): alguns presidentes nesse período eram iniciados em lojas maçônicas, dentre eles: Prudente de Moraes e Campos Sales. Segundo José Castellani, o primeiro era iniciado na Loja “7 de setembro”, um dos fundadores da loja “Piracicaba” e teria sido candidato ao Grão-mestrado do Grande Oriente. Já o segundo, fora iniciado na Loja “A Independência” e também um dos fundadores da loja “7 de setembro”[37]. Alguns outros personagens maçons paulistas atuaram na política brasileira em finais dos anos do Império e início da República, tais como: Américo Brasiliense e Américo Campos. Ambos, segundo Castellani, foram fundadores da Loja América, uma das maiores lojas maçônicas que foi um vibrante centro republicano e abolicionista[38].

Eis um fragmento da obra desse historiador maçom acerca da relação direta entre maçonaria e o movimento republicano:

A maçonaria brasileira, filha espiritual da maçonaria francesa e imbuída, portanto, de todo o liberalismo que marcou as atividades desta, a partir de meados do século XVIII, sempre teve atuação política e, até, revolucionária marcante, nos episódios fundamentais da história do Brasil colonial, imperial e republicano. … Assim, a ideia de república, nos meios maçônicos, estava plenamente madura a partir de 1870, não tendo sido uma resolução repentina, impensada ou extemporânea. Para extravasar em ações decisivas, já que, na propaganda, a acção maçônica foi fundamental, esperava-se, apenas, uma real oportunidade e , principalmente, com amplas possibilidades de sucesso. E essa oportunidade surgiu com o movimento dos militares. A muitos dos quais não era estranho o pensamento maçônico, já que maçons também eles eram.[39]

Nesse trabalho, foi apresentado um breve panorama da historiografia maçônica. Evidencia-se dois tipos de vertente dentro de tais estudos: uma produção tradicional, de caráter clássico, elaborada pelos próprios maçons principalmente, antes da década de 1990, abordando especificamente um caráter épico e monumental dos políticos maçons na participação dos grandes acontecimentos políticos da história brasileira, abordando também uma síntese biográfica de tais personagens, seu início nas lojas maçônicas e suas respectivas trajetórias políticas.

Já a outra corrente, composta por historiadores de formação e não maçons, produzida no meio acadêmico, começou a ganhar força a partir da década de 1990, através da produção de novos trabalhos e pesquisas no ambiente universitário, caracterizando assim uma historiografia renovada, não apenas exaltando os grandes feitos dos maçons na história política brasileira. Mais do que isso, tal corrente transcende a essa concepção, ao discutir minúcias da maçonaria, sua cultura política, concentrando-se numa análise interdisciplinar e micro da atuação das distintas lojas maçônicas em suas respectivas províncias e da sua atuação nos processos políticos do Brasil. São nesses estudos que a maçonaria vai ser abordada a partir de diferentes temas e setores da sociedade, dentre eles: a igreja católica, os partidos políticos, a questão religiosa, a abolição. Embora tais temas já fossem pesquisados pelos estudiosos maçons, essas obras começam a ganhar força a serem pesquisadas não pela superioridade dos pesquisadores não-maçons sobre os maçons mas sim pelo ganho da historiografia de um novo olhar, olhar esse, externo à instituição maçônica, e pela abertura gradual dos registros, documentos e arquivos maçônicos fornecidos para estudo por parte dos maçons, onde nessas fontes, é possível identificar e analisar nas atas de sessões, as discussões nas reuniões, quem eram os membros políticos que frequentavam as respectivas lojas maçônicas pesquisadas.

Esse crescimento das pesquisas sobre a história da maçonaria no Brasil foi incrementado pela criação de vários projetos de pesquisa e científicos nos âmbitos universitários em cooperação com a instituição maçônica, viabilizando assim o estudo sobre a maçonaria e a necessidade de se debruçar cada vez mais sobre essa histórica, importante e mística sociedade secreta.

No que tange ao envolvimento e os desdobramentos da maçonaria na instauração da república, podemos perceber uma forte atuação e influência da instituição maçônica na propaganda republicana mas que às vésperas da transição do golpe, isto é, durante o golpe, a sua atuação é reduzida ou fica apenas nos bastidores na historiografia acadêmica. Em toda a sua história, a maçonaria, como afirma marco Morel, é marcada por glórias, traições, descompassos, cisões e no seu forte envolvimento na história política brasileira[40]. Por outro lado, como já é imaginado, se tem ainda uma produção historiográfica feita pelos próprios maçons que coloca em seus trabalhos como marca principal, a exaltação dos grandes feitos e acontecimentos proporcionados pelos líderes maçons na história política e social do Brasil. Nesse presente trabalho, tentou-se também diante desse grande desafio em falar um pouco da história da maçonaria brasileira, proporcionar a visão de ambas as correntes a respeito da instituição maçônica. Entretanto, é preciso relativizar e ter um equilíbrio ao utilizar as pesquisas acadêmicas e maçônicas. Mais do que isso, é necessário uma interação entre as mesmas a fim de que se possa ter uma verídica produção sobre a história dessa importante sociedade secreta, não apenas nos grandes marcos históricos brasileiros como também a sua atuação nas diversas regiões e províncias do Brasil, a sua cultura política, propostas no meio social e ter um olhar de sua contribuição à história da nação brasileira. Como ressalta Alexandre Barata, a maçonaria foi um forte fator no processo de construção da identidade nacional brasileira, a partir da segunda metade do século XIX[41]. Por conseguinte, é fundamental nos debruçarmos acerca de suas atuações no meio politico, não ficando preso somente a uma história monumental e tradicional, mas sim mergulharmos em uma nova história e nesse renascimento da história política, proposto por René Rémond, campo ao qual a sociedade maçônica está intrinsecamente ligada.

Sobre a importância da pesquisa da relação entre maçonaria e a sua participação na proclamação da República brasileira, deve-se ressaltar que tal assunto é muito pouco estudado, apesar do conhecido envolvimento dessa sociedade secreta não apenas no movimento republicano, como também em outros acontecimentos políticos da história brasileira e até mesmo no contexto internacional. Porém, o recorte que se faz nesse presente projeto é durante os anos finais do Império, retratando e abordando o envolvimento da instituição maçônica na transição ao novo regime no Brasil, em 1889, na qual a instituição maçônica desempenhou um grande papel durante e após a consolidação do regime republicano. Mais do que espaços de sociabilidade e “clubes republicanos” defendidos por Morel, Barata e Castellani, a maçonaria brasileira esteve fortemente ligada ao processo de construção da identidade nacional brasileira em finais do século XIX.

O interesse e a maneira como cheguei a esse tema se deu a partir da pesquisa de iniciação científica cujo tema é: Maçonaria, política e sociedade em fins do Império e na Primeira República: as atas capitulares da loja Visconde do Rio Branco[42]. Nessa pesquisa, pude perceber a grande importância histórica da instituição maçônica na transição para o novo regime, que se instaurava no Brasil, pelo fato dessas lojas serem consideradas espaços de sociabilidade política e em função dos diversos personagens políticos que delas faziam parte. Além disso, uma das motivações também foi procurar compreender a dinâmica da organização, a mística do segredo, hierarquia, funcionamento, ideais da sociedade secreta maçônica, como era sua atuação no período. Cabe ressaltar, a maçonaria, uma organização tão importante e imiscuída em quase grande parte da história política brasileira, é ainda um objeto de estudo pouco abordado na historiografia.

Estudar a maçonaria não é apenas desvendar os seus mistérios acerca do funcionamento de sua organização, mas sim entender tal sociedade secreta como instituição fortemente política influente em grande parte da história do Brasil e do mundo. Seus desdobramentos, propostas e ideais defendidos são grandes reflexos de suas atuações no cenário social, político e até cultural.

Autor: Luan Mendes de Medeiros Siqueira

Notas

[1] – AZEVEDO, Célia M. Marinho de. Maçonaria: história e historiografia. Revista USP, n.°32, p. 180., dez. de 1997.

[2] – NAUDON Apud AZEVEDO, p. 178.

[3] – AZEVEDO, Op. cit., p. 179.

[4] – MARGARET C, Jacob. Living the Englightenment Free Masonry and Politics in Eighteenth- Century Europe, New York, Oxford University Press, 1991, p. 31.-

[5] – KOSELLECK. Reinhart. Crítica e crise: uma contribuição à patogênese do mundo burguês. Rio de Janeiro: Eduerj / Contraponto, 1999, p. 62-63.

[6] – AZEVEDO, Op. cit., p. 181.

[7] – MOREL, Marco; SOUZA, Françoise Jean de Oliveira. O Poder da Maçonaria: a história de uma sociedade secreta no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, p. 43.

[8] – MOREL, Op. cit., p. 181.

[9] – AZEVEDO, Op. cit., p. 189.

[10] – CARVALHO, William Almeida de. História do Grande Oriente do Brasil: a maçonaria na história do Brasil. São Paulo: Madras, 2009, p. 31.

[11] – CARVALHO, Op. cit., p. 118.

[12] – BARATA, Alexandre Mansur. Os maçons e o movimento republicano (1870-1910). In: Revista de História Locus. Juiz de Fora, v.1, n.1, p. 130, 1995.

[13] – BARATA, Op. cit., p. 126.

[14] – BARATA, Op. cit., p. 125.

[15] – MOREL, Marco. Sociabilidades entre Luzes e sombras: apontamentos para o estudo histórico das maçonarias da primeira metade do século XIX. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. , n° 28, p. 3, 2001.

[16] – Ibidem, p.4.

[17] – Ibidem, p. 7 e Op. cit., KOSELLECK, pág. 61.

[18] – Sociabilidades entre Luzes e sombras: apontamentos para o estudo histórico das maçonarias da primeira metade do século XIX, p. 5-6.

[19] – VIEIRA, David Gueiros. O Protestantismo, a maçonaria e a questão religiosa no Brasil. Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1980.

[20] – VIEIRA, Op. cit., p. 27-59.

[21] – Ibidem,VIEIRA, p. 33.

[22] – Ibidem, VIEIRA, p. 42- 47.

[23] – Ibidem, VIEIRA, p. 41

[24] – CARVALHO, William Almeida de. Maçonaria no Brasil: análise da produção científica universitária. IN: Pietres-stones review of freemasonry. 2007. Disponivel em http://www.freemasonsfreemasonry.com/22carvalho.html.

[25] – MOREIRA, Apud Ibidem, p. 4.

[26] -ANDRADE, Alex Moreira. Maçonaria no Brasil (1863- 1901): Poder, Cultura e Ideias. Março de 2004. 359 páginas. Dissertação ( Mestrado em História) – Departamento de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, 2004.

[27] -COSTA Apud CARVALHO, p. 6.

[28] – COSTA, Frederico Guilherme. A Maçonaria e a Emancipação do Escravo. Ed. Trolha, Londrina, 1999.

[29] – GONÇALVES Apud CARVALHO, p. 8.

[30] – SILVA, Eliane Moura. Maçonaria, Anticlericalismo e Livre Pensamento no Brasil (1901-1909). Comunicação apresentada no XIX Simpósio Nacional de História – ANPUH, Belo Horizonte, 1997.

[31] – BARATA, Alexandre Mansur. Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada e Independência (Brasil, 1790-1822) – 2002. 338 páginas. Tese (Doutorado em História). Departamento Unicamp, Campinas, 2002.

[32] – VIEIRA, Maria Elisabete. O Envolvimento da Maçonaria Fluminense no Processo de Emancipação do Reino do Brasil (1820-1822). Dissertação (Mestrado em História) – Maio de 2001. 108 páginas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas- Departamento de História -Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Porto Alegre, 2001.

[33] – RAMALHO, José Rodorval. Novae sed Antiquae: Tradição e Modernidade na Maçonaria Brasileira. 2004. 200 páginas. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Departamento de História- PUC, São Paulo, 2004.

[34] – RAMALHO, Op. cit., p. 32-35.

[35] – RIBEIRO, Luaê Carregari Carneiro. Uma América em São Paulo: a Maçonaria e o Partido Republicano Paulista (1868-1889). Dissertação (Mestrado em História) 2011. 179 páginas – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas- Departamento de História- USP, São Paulo, 2011.

[36] – Ibidem, p. 10-24.

[37] – CASTELLANI, José. A Maçonaria e o Movimento Republicano Brasileiro. São Paulo: Contraponto, 1989, p.63 e 105.

[38] – Ibidem, p. 49-52.

[39] – Ibidem, p. 45-46

[40] – MOREL, p. 93-101.

[41] – BARATA, Op. cit., p. 125.

[42] – Este projeto, contemplado com o edital n° 32/2013 do programa: “Auxílio às Instituições de Pesquisae Ensino sediadas no Estado do Rio de Janeiro – 2013” – FAPERJ, conta na sua equipe de pesquisadores os professores Ítalo Domingos Santirocchi, Marcello Otávio Neri de Campos Basile, Roberto Guedes Ferreira, Ronald Apolinário e Surama Conde Sá Pinto.

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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, Nº 273, jurisdicionada à GLMMG, oriente de Ibirité/MG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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