Buscadores da Verdade…sois mesmo? (Parte I)

Os maçons se reconhecem como buscadores da verdade; serão mesmo? Essa é a questão motivadora deste ensaio analítico-crítico alicerçado na literatura e que tem por objetivos: refletir sobre o tema, sobre os desdobramentos práticos à luz das reflexões apresentadas, bem como suscitar no leitor novas reflexões: a sua Loja está contribuindo em ordem à sua preparação para ser um buscador da verdade a ponto de diferenciá-lo dos não iniciados? É pressuposto que os buscadores necessitam, antes de tudo, conhecer o objeto da sua procura, razão qual, após problematizar o construto fundamental (verdade) são apresentadas e brevemente discutidas algumas “ferramentas”: a dialética, o silogismo, as quaestio disputata, indução vs dedução; e, o método científico. Entretanto, as próprias ferramentas, por desconhecimento ou má fé podem conduzir a destinos equivocados, o que levou à discussão sobre as falácias, sofismas e o estabelecimento de paralelos e analogias imediatas, e daí inapropriadas, entre o mundo natural e o mundo social. Não obstante, dado que a Maçonaria admite a existência de um plano metafísico-transcendente, se faz necessário ainda ampliar a noção do construto verdade, bem como oferecer ferramentas adicionais (meditação, ascese, oração, análise e interpretação simbólica) que possibilitem, senão atingi-la, dela considerar que se está próximo. A nova visão, conforme apresentado, também não é livre de armadilhas. Finalmente, apesar das diferenças entre as duas visões acerca da verdade, e mesmo a existência de armadilhas escamoteadas por entre as ferramentas, sugere-se que elas, as visões, não só apresentam semelhanças como estão mais próximas do que à primeira vista é dado perceber, ou melhor: só é (será) percebido por aqueles que se dedicarem a buscar a verdade.

1 – Introdução

Do maçom diz-se que é “um buscador da verdade”, expressão que no Rito Escocês Retificado, inclusive, integra a ritualística da Recepção (que corresponde à Iniciação) ao Primeiro Grau; já alguns autores preferem a expressão “investigador da verdade” que, em linguagem simbólica, pode também corresponder a “buscar a luz”. Lato sensu, de algum modo todos somos “buscadores da verdade” desde que adquirimos o senso da consciência, o que se dá ainda na primeira infância. O que, então, distingue os homens conforme o seu amadurecimento e dentre estes um conjunto particular, o dos maçons, que justifique o epíteto? Refletir sobre o tema, bem como sobre algumas questões decorrentes são objetivos deste texto.

Em se tratando de um ensaio analítico-crítico, o ponto de partida não poderia deixar de ser as considerações acerca duas expressões-título: “buscador”; e, “verdade”. Ambas são construtos polissêmicos, portanto, cada uma merecedora de um ensaio exclusivo, o que não é o caso, daí que o se segue é um recorte sumário para instigar novos estudos. O texto, então, explora cada expressão com o intuito de demonstrar a sua complexidade, o que, de imediato e per se já revela a dificuldade (quiçá impossibilidade) de chegar, por exemplo, ao que se pretende ser a verdade. De outro lado, a condição de ser um buscador sugere a utilização de instrumentos viabilizadores do empreendimento, razão pela qual o texto logo após a breve digressão sobre “verdade” apresenta algumas dentre as principais ferramentas utilizadas por aqueles que se dispõem a ser buscadores. Entretanto, como alertou o poeta, “Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do aminho tinha uma pedra”, daí porque prossegue, a título de alerta, com a apresentação de alguns dos principais obstáculos levantados aos buscadores da verdade.

E considerando que a Maçonaria é gênero que abriga muitas espécies (tradições e Ritos), é preciso alargar ainda mais a noção de verdade para poder abraçar todas as espécies, o que, antecipo, gera nova ordem de dificuldades, pois há verdades que são propedêuticas, princípios orientadores, como é o caso das cosmovisões individuais, em ordem às demais verdades, neste prisma, vistas como consequentes lógicos, sequer necessitariam ser buscadas porque auto evidentes. Aos poucos, então, torna-se conveniente distinguir “a verdade” (por vezes adjetivada como absoluta) de “uma verdade”, esta então em caráter temporário ou mesmo precário. A solução à nova ordem chega a surpreender, pois se de um lado requer novas ferramentas, de outro revela que as primeiras têm sido utilizadas conjuntamente com estas últimas para, então, chegar a um novo significado do que seja a “verdade”.

Finalmente, como objetivo complementar, deixo à reflexão do leitor: se ser um buscador da verdade é empreendimento reservado ao Iniciado, é de se esperar que na sua Loja o tema seja ampla e exaustivamente debatido, com método, rigor e orientação, sobretudo das Luzes. E se tal não se verifica, com o tempo sendo despendido em questões sociais-recreativas, longas preleções históricas em meio a lendas que não disfarçam o intuito de tecer loas à Ordem, ou ainda em debates sobre as minúcias dos detalhes, parafraseando W. Shakespeare, em Hamlet, é possível que “haja algo de podre no reino da Dinamarca”.

2 – Sobre a Verdade

Como observa Freire-Maia (1995, p. 119): “Verdade é uma palavra que tem pelo menos três “dimensões”: a) passado: fidelidade ao que aconteceu […]; b) presente: exatamente o que se procurava […]; e c): futuro: digno de confiança […]”. Em outros termos, verdadeira é toda percepção pelos sentidos adequada à noção de realidade.

A ideia é muito clara, difícil de ser contestada, mas só se revela funcional se houver uma prévia noção de realidade, o que se dá com o tempo a partir e desde a infância. Assim, acostumado ao som e ao ritmo cardíaco desde o útero, entre tantas, de imediato o bebê se acalma ao acalento da sua verdadeira mãe. Essa primeira aproximação do que seja a verdade, em que pese a sua imediata aceitação, traz incontáveis dificuldades, uma delas diz respeito à amplitude da abrangência, pois abraça tanto os tangíveis quanto os intangíveis (princípios, valores, etc.), os fruíveis, os fungíveis… enfim, uma enorme e diferenciada gama de sujeitos e objetos referentes que pela acumulação na memória virão a constituir, na mente de cada um, o que é (ou não) realidade e, por contraste, verdadeiro (ou não) – por isso a referência anterior a “uma noção de realidade” ao invés de “a realidade”. Tempo e exposição à experiência são, pois, condições sine qua non à previa construção da realidade que, por contraste, atestará (ou não) o que é (ou não) verdadeiro.

A próxima dificuldade se já não está inserta deriva da anterior, eis que o primeiro nível de aprendizagem é essencialmente empírico e individual, o que traz nova ordem de obstáculos; assim, quem só teve a oportunidade de ver cisnes brancos terá dificuldade em reconhecer como verdadeira a afirmativa (e mesmo em condição de testemunho in situ) de que existem cisnes negros (TALEB, 2008); no máximo serão admitidas não mais do que semelhanças entre estes e aqueles. E assim, quantas verdades existem, mas que estão fora do nosso domínio devido à falta de experiência? Se não uma viagem, a leitura de um bom texto pode ser suficiente para revelar que realidades ordinárias para alguns se afiguram como inusitadas ou mesmo inverossímeis para outros. Ademais, qualquer limitação nos órgãos dos sentidos implicará em diferenças na percepção e, por conseguinte, na constituição da realidade-referência; o corolário é imediato: se não existem duas pessoas iguais … a rigor não é possível que dialoguem sobre a mesma realidade, se tanto, reconhecerão verossimilhança. E se a adequação à realidade é pressuposto para o reconhecimento de algo como verdadeiro…

Além da apreensão pelos sentidos, a realidade, é claro, pode vir a ser constituída (e sempre nas mentes individuais) a partir da aprendizagem teórica-abstrata a exemplo da formulada pelo sistema educacional também logo nos primeiros anos. E nesse caso é difícil contestar que pessoas com diferentes níveis de educação formal constituirão … diferentes realidades. Por analogia, recorro a um dos exemplos mais conhecidos, o Mito da Caverna (PLATÃO, 2000): o novo conhecimento amplia, ressignifica e mesmo altera a concepção do mundo, do até então admitido como real. É um caminho sem volta. O leitor interessado em saber como o cérebro cria a realidade e entender como funciona a mente, poderá ler, entre tantos, Damásio (2011), Nicolelis (2011) e também Macknik e Martinez-Conde (2011).

Passado o tempo, mas paralelamente, outras lentes, a exemplo das crenças, culturas e ideologias (sistemas de valores) serão utilizadas para modular a realidade em permanente construção, tendo, pois, uma dimensão histórica: varia no tempo e no espaço. E mesmo entre os cientistas, ou sobretudo entre estes, as perspectivas acerca da realidade são distintas porque provenientes de (pontos de partida) teorias (visões de mundo) divergentes. Hawking e Mlodinow (2011) referem que algumas teorias mais parecem ficção científica… mas não são, ao contrário, são bem fundamentadas (para quem entende, é claro), mas escapam ao senso comum. É notória a resistência e os embates de A. Einstein com os seus colegas teóricos precursores da mecânica quântica. No mundo da ciência há ainda outra concepção de realidade, de natureza probabilística, mas sobre esta não cabe, aqui, tecer maiores considerações, seja porque mais específica, mas sobretudo porque, de regra, distante do cotidiano. Mas simplesmente saber dessa existência (o que não nos exige conhecimentos aprofundados e específicos) já nos situa a partir de outra perspectiva valorativa frente à realidade e, por conseguinte, à verdade.

Penso que essas menções são suficientes para deixar claro que a tarefa dos que se propõem a conceituar a realidade – em definitivo – se equipara à de Sísifo, e se a adequação à realidade (pretérita ou presente) é critério para o reconhecimento da verdade, definir esta última acaba por ser tarefa, senão impossível, tão difícil quanto a do personagem mitológico.

Contudo, a vida em sociedade requer o estabelecimento de um acordo básico sobre o que é real (verdadeiro), e que, por extensão de entendimento (do concreto ao abstrato) será utilizado como baliza referencial para o reconhecimento da verdade, inclusive para a formação de juízos a exemplo de certo vs errado, bem vs mal, belo vs feio, igual vs diferente, vício vs virtude, etc. – base dos códigos morais (do que é permitido, valorizado, estimulado, etc.) que orientam e normatizam os relacionamentos, inclusive com os animais.

À guisa de ilustração, mesmo no domínio da Justiça, um dos temas mais salientes no seio da Ordem, orientado pela norma positiva firmada pelas maiorias nos Estados Democráticos e de Direito, não raro há dificuldades para se chegar à verdade dos fatos capaz de promover a justiça. Aliás, a própria noção de ato delituoso (e mesmo crime) varia no tempo e no espaço: tanto o que não era considerado pode vir a ser (ou até mesmo já é); quanto o que hoje não é, no futuro poderá vir a ser – ato delituoso ou crime. Ademais, no limite, a diferença entre o herói e o criminoso pode ser sútil, assim como as apreciações dos atos cometidos podem ser matizadas em razão do agente, se público ou privado, e frente às circunstâncias. No domínio da Justiça a verdade não só depende de provas, elementos factuais da realidade (o que à primeira vista é incontestável) como da observação da ritualística (o devido processo legal); todavia, não raro essas exigências abrem oportunidades para o projeto do crime perfeito – sem punição, seja pela ausência de provas ou pelo gerenciamento até a prescrição. Como se percebe, o tema é amplo e aberto a controvérsias; demanda permanente estudo e reflexão.

Até o momento, para registrar a complexidade que envolve a noção de “verdade”, adotou-se a atitude conhecida como realista, que admite a apreensão da realidade em si mesma; contudo, a matéria admite abordagem diversa: a do idealismo, que tem em Platão, se não a primeira, uma das mais conhecidas referências históricas. É provável que as dificuldades apontadas, entre outras no domínio do realismo, estejam por detrás da enorme acolhida à Teoria das Ideias (PLATÃO, 2000, 2011, 2013) que, impregnada nos corações e mentes, encontra-se miscigenada com inúmeras crenças que igualmente se propõem a encontrar a verdade em estado puro. E se essa não pode ser encontrada ao nível do microcosmo, o do nosso cotidiano, talvez possa no macrocosmo, bem como existir entre ambos uma via de comunicação.

Nesse caso, a realidade objetiva é tão somente uma sombra, imperfeita, apreendida e filtrada pelos sentidos, de uma realidade idealizada, perfeita. Trata-se de uma engenhosa construção conciliatória ajustada à natureza humana ávida por conhecimento, explicações. Assim, ao fim e ao cabo, a busca pela verdade é deslocada para um plano ainda mais elevado que muitos textos, a priori, referem como incognoscível, daí, inatingível, mas que no plano do microcosmo pode ser representada, em grande síntese, pelas chamadas 3 (três) questões fundamentais: de onde viemos, para onde vamos e qual a razão (o sentido) da existência? E é no curso da investigação ordenada a essas questões que as demais verdades com implicações mais pragmáticas serão descobertas. Por oportuno, é digno de nota que, nessa linha, para muitos as questões que no âmbito da Justiça não foram devidamente solucionadas no microcosmo ficam, então, adiadas para solução no plano do macrocosmo, tido como superior, o que faz deste comportamento uma atitude perante a vida.

E antes concluir esta breve introdução ao tema da verdade, importa salientar que, em que pesem as dificuldades apontadas, somente superadas por convenções sociais, nunca em termos absolutos, esta condição de impossibilidade tem sido extremamente útil e funcional à humanidade, pois a curiosidade, a dúvida, a eterna e inquietante busca para compreender a realidade estão na base dos empreendimentos que direta ou indiretamente, como que em reação em cadeia, proporcionaram a humanidade o atual estágio de desenvolvimento. Nesse contexto, os tipos ideais weberianos constituem um bom exemplo contemporâneo da importância do alvo móvel e inatingível: o fato de serem abstrações, nunca encontrados na sua plenitude, não implica redução da sua importância enquanto quadro de referência que motiva e cria sinergias nos agentes. Ainda que por tentativa e erro, o objetivo passa a ser, então, chegar o mais próximo possível (no caso, da verdade) mesmo que a priori se saiba que o alvo jamais será atingido.

3 – Ser um buscador

À primeira vista, a impossibilidade de chegar à verdade absoluta, corolário da exposição antecedente, implicaria no reconhecimento de que ser um “buscador da verdade” é contrário ao senso. Todavia, se assim fosse, sendo essa uma verdade antiga, há muito a humanidade teria de deixado de procurar… o que, por sua vez, claramente não é verdade. Após tanto buscar, a experiência, já constituída em sabedoria, revelou que independentemente da existência da verdade absoluta – o alvo -, dela é possível se acercar por aproximações sucessivas, algo como a verdade mais próxima ou temporariamente válida, atingível ou aceitável à luz das contingências. E como é possível saber, com maior certeza, que dela se está mais próximo? Pelos resultados alcançados no dia a dia, como, por exemplo: maior previsibilidade dos fenômenos naturais, controle de doenças e pestes, produção de alimentos, maior longevidade com qualidade de vida, menor número de conflitos internos e entre os grupamentos sociais, em meio a tantas outras evidências ora representadas pelos avanços científicos e tecnológicos (o hardware) só tornados possíveis pelo nível de cooperação das sociedades (o software), o desenvolvimento do que Von Hippel (2019) denomina de homo socialis.

E como é possível abeirar-se à verdade? Pelo uso do método, pois este é a alma da ciência (ROSSI, 1992).

A palavra método vem do grego, methodos, composta de meta: através de, por meio, e de hodos: via, caminho. Servir-se de um método é, antes de tudo, tentar ordenar o trajeto através do qual se possa alcançar os objetivos projetados.

A clareza, pelo menos desde o Renascimento, de que a verdade, hoje tão cara aos maçons não estava por completo revelada nos textos sagrados, foi determinante para o desenvolvimento da investigação metódica da natureza. As recomendações de R. Descartes (1596-1650) até hoje são válidas:

Em lugar, portanto, desse grande número de preceitos de que se compõe a lógica, julguei que me seriam suficientes os quatro seguintes, desde que tomasse a firme e inalterável resolução de não deixar uma só vez de observá-los. O primeiro era o de nunca aceitar alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal, ou seja, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção e de nada mais incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito, que não tivesse motivo algum de duvidar dele. O segundo, o de dividir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possíveis e necessárias, a fim de melhor resolvê-las. O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como que por degraus, até o conhecimento dos mais compostos e presumindo até mesmo uma ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros. E o último, o de elaborar em toda parte enumerações tão completas e revisões tão gerais, que eu tivesse a certeza de nada omitir (DESCARTES, s.d., p. 26-7).

Quanto às vantagens e o alcance do método:

[…] efetivamente ouso dizer que a exata observação desses poucos preceitos […] tendo começado pelas mais simples e mais gerais e constituindo cada verdade que encontrava uma regra que me servia depois para encontrar outras, não somente consegui resolver muitas que antes considerava muito difíceis, como me pareceu também, perto do fim, que podia determinar, até mesmo aquelas que ignorava, por quais meios e até onde seria possível resolvê-las (op. cit., p. 28).

Assim, grosso modo, buscar a verdade pela via da ciência corresponde a eleger a primazia da dúvida (por vezes apresentada como curiosidade, ceticismo), seguida da observação (coleta de dados) sistemática da realidade (mais precisamente o fenômeno objeto de estudo), da catalogação (organização) dos registros, da realização de análises longitudinais, comparações (identificando as semelhanças, os contrastes), cruzamento entre as variáveis para verificar a existência de relações (associações positivas, exclusões mútuas), etc., tudo, é claro, planejado detalhadamente. Em síntese muito resumida, submeter um determinado fenômeno a esses procedimentos, para melhor conhecê-lo, descrevê-lo e explicá-lo corresponde a tratá-lo cientificamente, e como resultado tem-se um conhecimento admitido como verdadeiro, ainda que temporário, isto é, até que novas investigações autorizem a revisão do entendimento estabelecido. A ciência não é, pois, um caminho que leva a lugares definitivos. Para dar conta desse conjunto de iniciativas, várias técnicas foram desenvolvidas, algumas mais bem sucedidas e aprimoradas hoje correspondem a efetivas ferramentas disponíveis a quem quer que se proponha uma aproximação com a verdade em qualquer domínio do conhecimento, das ciências naturais às sociais. Na sequência, a apresentação sumária, pois a rigor cada tópico exige um texto específico, de algumas dessas ferramentas; umas mais outras menos apropriadas a este ou aquele caso (quanto a natureza da dúvida, das situações-problema, objetivos, etc.) e que, na maioria das vezes têm o efeito potencializado quando utilizadas conjuntamente, o que sugere o estabelecimento de uma estratégia a ser desenvolvida ao longo do processo de busca.

Entre tantas, merecem destaque: a dialética (tese, antítese e síntese); o silogismo (premissa maior, premissa menor e conclusão); quaestio disputata; indução vs dedução; o método científico; e, como tópicos complementares: os níveis de análise e a cautela frente às falácias e sofismas.

Continua…

Autor: Ivan A. Pinheiro

* Ivan é membro da Loja Mário Juarez de Oliveira nº. 4547, jurisdicionadas ao Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Sul.

Fonte: Revista Ad Lucem | São Luís, V. I, n. 2, p. 14-28, maio/ago, 2021.

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