22º Sorteio Literário do blog

O caos da pós-verdade

Internet: Sob o domínio da pós-verdade | Guia do Estudante

Vivemos em tempos de relativismo absoluto, uma contradição em termos que engolfa a muitos no buraco negro da irracionalidade. O nome moderno para essa heresia cultural é “pós-verdade”, mote que permite aos maiores imbecis os cinco minutos de pseudo-genialidade pelos quais se matam. Incapazes de atingir os patamares mínimos de sanidade mental e de respeito à Civilização Ocidental greco-latino-judaica que os acolheu no berço – e à qual devem não só a liberdade de que gozam, mas até mesmo os padrões morfossintáticos da linguagem que porcamente usam -, optam por reduzir tudo que é belo à feiura de sua arte duvidosa, as verdades mais sublimes às suas opiniões de conveniência, a tragédia grega à novela global e o humor sutil ao deboche grotesco.

Ireneu de Lyon, por volta de 180 AD, escreveu em “Adversus Haereses” sobre os valentinianos:

“Em sua loucura, eles abandonam todas as inibições de tal modo que afirmam estar livres para cometer toda iniquidade e todo sacrilégio, pois o que alguém faz só é mau ou bom na opinião das pessoas” (Adv. Haer. I.25.4).

Eis que os valentinianos estão de volta – não é o que vemos? -, reencarnados como os pós-modernos da pós-verdade. Aí estão: falsos e feios, carentes da verdade e da beleza que desprezam. Revivem as heresias de que foram protagonistas, como no lógion do evangelho apócrifo de Tomé, 114: “pois toda mulher que se faz masculina entrará no reino dos céus”, pois para eles a mulher feminina não era digna dos céus, era indigna não pela mulher dever ou não ser feminina ou masculina, mas porque o feminino era, em si, indigno; como nos atos apócrifos de João, 101, em que põem na boca de Jesus a afirmação de que seu sacrifício foi uma farsa: “Não sou aquele na cruz…, portanto não sofri nada do que eles dirão sobre mim”.

Esquecem-se de Paulo em 1 Coríntios: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. O verso paulino é tão profundo, que transcende o restrito teor religioso de sua admoestação à comunidade cristã de Corinto e se expande como norma de conduta até mesmo na moderna sociedade aberta. Quando a lei não dita, existe ainda a ordem implícita pela qual as pessoas se regem por introspecção epistêmica: “Eu me comporto bem com você porque você se comporta bem comigo e vice-versa, mesmo que não haja uma lei escrita que dite nossa norma de conduta, de modo que, embora tudo me seja permitido, nem tudo, de fato, me convém”.

Aqueles foram tempos de confusão, de desordem e caos, pois tempos de transformação. Hoje também vivemos tempos de transformação. Como antes, agora também progrediremos, a despeito dos que tentam nos levar de volta à barbárie.

Ordo ab Chao.

Autor: Rodrigo Peñaloza

Fonte: Medium

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O desvio

Resumos de artigos científicos: inspire-se em exemplos prontos

Certamente, a “presença” nas mídias sociais não pode ser interpretada como um indicador do nível intelectual de um grupo, seja formal ou informal, mas pode fornecer pistas sobre o que é considerado importante e aceitável para aquele grupo. Ou, pelo menos, para os executores das regras autoimpostas na plataforma de mídia social.

Sou membro de vários grupos, em diferentes meios de comunicação social, que se autodenominam “maçônicos” – todos eles interpretando essa afiliação de maneiras diferentes. Para a maioria de nós, isso é bastante normal, já que qualquer pessoa vagamente familiarizada com este tópico está ciente de que a Maçonaria “universal e monolítica” em todo o mundo é um mito (principalmente perpetuado por conspiradores antimaçônicos e maçons ignorantes também). Em vez disso, o que temos são muitos sabores e estilos e “ritos” da Maçonaria. Antigamente, uma coisa era comum a todos eles, a saber, a sede de conhecimento – buscar a “luz” na linguagem maçônica do Iluminismo – que estava de acordo com a busca humana universal de conhecer os mistérios ocultos da natureza e da ciência. .

Há alguns anos, tive o privilégio de apresentar em uma de minhas lojas favoritas uma palestra sobre nossa herança racional e científica na Maçonaria. O fato de que na mítica (e principalmente perdida) história passada da Ordem as raízes religiosas, mais exatamente cristãs, fossem elementos definidores, ninguém pode negar. As teorias de origem mais aceitas, aludindo a guildas medievais, incorporações, peças de mistério, todas apontam para aspectos religiosos cristãos. Não deveria ser uma surpresa, porque sabe-se que por muitos séculos a única estrutura intelectual-espiritual aceita e aceitável na Europa costumava ser o cristianismo. Exclusivamente católico romano no início, e ampliando mais tarde para abranger também as interpretações protestantes. Na palestra acima mencionada argumentei que paralelamente a essa herança, havia e ainda existe outra linha de “linhagem” intelectual. Começou, talvez, com o método baconiano, passando pela “revolução” científica da Royal Society e pela visão de mundo newtoniana…

Após a institucionalização do sistema da Grande Loja (após 1717), uma das figuras definidoras da Maçonaria inicial, e possivelmente a força principal por trás da introdução do terceiro grau, foi um certo John Theophilus Desaguliers, um colaborador próximo de Newton, que foi conhecido como professor de Filosofia Experimental. Desaguliers e seus primeiros oficiais e ideólogos da Grande Loja empurraram a Maçonaria para um caráter menos cristão, com o objetivo de torná-la um lugar universalmente aceitável para todos os credos e religiões. Este movimento pendular de descristianização e recristianização é uma característica permanente da Maçonaria… nós simplesmente não gostamos de falar sobre isso.

À luz de tudo o que foi escrito acima, pode-se pensar que um texto acadêmico filosófico contemporâneo, discutindo a relação entre religião e ciência, deveria ser de interesse para grupos maçônicos. Assim, quando encontrei no site Academia.edu uma “entrada para a Stanford Encyclopedia of Philosophy”, um artigo de Helen De Cruz, professora sênior de filosofia na Oxford Brookes University, compartilhei com entusiasmo para um grupo maçônico. O título do artigo é RELIGIÃO E CIÊNCIA. Em alguns minutos, ele foi excluído. O motivo, e estou citando o feedback exato recebido dos administradores:

Por favor, mantenha todas as postagens na página sobre ou diretamente relevantes para a Maçonaria sem desvio para tópicos que não fazem parte da Maçonaria como um todo.

Se recomendar um artigo acadêmico para leitura e, eventualmente, discuti-lo, é considerado “desvio” e “não faz parte da Maçonaria”… talvez eu devesse (re)considerar seriamente minhas opiniões sobre esta organização. Ou dos homens que afirmam representá-la.

P.S.: É verdade, não são permitidos debates religiosos e políticos nas Lojas, uma antiga referência às Old Charges, que pretendiam acabar com as discussões sectárias. Discussões acadêmicas entre homens instruídos – dentro e fora da loja – devem ocorrer o tempo todo, como parte de nosso avanço diário no conhecimento.

Autores: Istvan Horvath
Traduzido por: Luiz Marcelo Viegas

Fonte: The Other Mason

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Não se chega muito longe sem uma tribo

Numa galáxia muito, muito distante…

… a ficha de um ex-caçador de recompensas um dia cai!

Pois bem, Sr. Boba Fett.

A sociabilidade sempre fez parte da natureza.

Como disse Aristóteles, a característica específica do homem em comparação com os outros animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais, e é a comunidade de seres com tal sentimento que constitui a família e a cidade.” (Política, I, 1253b, 15).

O individualismo pode impor réguas de sucesso e de felicidade. Mas sempre haverá quem questione os limites da ilusão.

É vital não confundir o individualismo materialista com a individuação do sujeito, o processo de se tornar um indivíduo psicológico, uma unidade autônoma, atingir a forma da sua unicidade mais íntima, como ensina Carl Jung, pai da psicologia profunda.

Pelas iniciações sucessivas, o Iniciado mergulha ao interior de si mesmo, de sua pedra bruta, numa rota cada vez mais atômica, visando aperfeiçoamento pessoal.

O Buscador almeja ser ponto.

Mas, pelo agrupamento associativo, o buscador almeja compartilhar saberes e experiências. Isso potencializa seu esforço em sabedoria para romper as fronteiras das dualidades ilusórias impostas. Sua percepção expande em ciclos, rumo ao infinito.

O buscador almeja também ser círculo.

Tudo é símbolo. E sábio é quem lê em tudo, como cunhou Plotino.

E o primeiro dever de todo Iniciado é apurar a interpretação do simbólico. Nesta senda, tal como a beleza da mandala, o Iniciado, em sua jornada, também é um ponto dentro do círculo.

Nessa curiosa correlação, a constatação de Boba Fett, na aridez do deserto de Tatooine[1], confirma o “animal social” proposto por Aristóteles: “não se chega muito longe sem uma tribo”. Descubra a sua.

Autor: Luciano Alves

* Luciano é Mestre Maçom da ARLS Jacques DeMolay n.º 22, do oriente de Belo Horizonte e jurisdicionada à Grande Loja Maçônica de Minas Gerais.

Nota

[1]O Livro de Boba Fett. Criação de Jon Favreau. Estados Unidos, 2021.  45min.  Série exibida pela Disney+. Temporada 1, episódio 4. Acesso em: 26/01/2022.

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Revista Libertas Nº 24 – edição outubro/novembro/dezembro

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Caríssimos leitores,

Já está disponível no blog O Ponto Dentro do Círculo a edição nº 24 da revista Libertas, uma publicação da Academia Mineira Maçônica de Letras.

Clique no link abaixo e boa leitura!

https://opontodentrocirculo.com/revista-libertas/

Fraternalmente,

Luiz Marcelo Viegas

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Sugestão de leitura – dezembro/2021

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Caríssimos leitores,

Já está na página Biblioteca do blog O Ponto Dentro do Círculo a sugestão de leitura do mês de dezembro.

Ver em: https://opontodentrocirculo.com/biblioteca/

“A leitura é uma forma de felicidade que só está ao alcance das mentes mais livres. Aquelas que são capazes de se desvestir de suas preocupações diárias para atravessar a barreira do conhecimento, da paixão, do deleite e adentrar aos mais sublimes mistérios.” (Valeria Sabater)

Fraternalmente,

Luiz Marcelo Viegas

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Premiados no 17º Sorteio Literário do blog

17º Sorteio Literário do blog

A utilização da abeta nos aventais maçônicos

Avental Maçônico

O avental do maçom e sua abeta são utilizados desde o início da maçonaria especulativa e de múltiplas formas. Às vezes, elevada ao peito e outras, para baixo a fim de evidenciar um grau. Com este texto, busco trazer algumas informações para comparação das maneiras que o avental pode ser utilizado, diferente do modo conhecido no Brasil.

Muitos autores afirmam que na maçonaria especulativa, o costume de usar um avental tem suas origens na época em que todos os maçons de ofício usavam um avental branco. O modo de utilização, geralmente, é para o reconhecimento do grau ou categoria do portador, e … “nada mais”, disse Harry Carr.

Duas divulgações, The Mason’s Examination de 1723 e o bem conhecido Maçonaria Dissecada de Samuel Pritchard de 1730, descrevem que ao neófito foi entregue um avental. Nenhum deles, porém, menciona alguma disposição específica sobre a forma de utilizar ou o relacionamento com diferentes graus.

Podemos presumir que as lojas inglesas do século XVIII, não tinham uma regra uniforme a respeito da utilização do avental, pois a regulação da prática foi imposta pelo Ato de União de 1813, entre as duas Grandes Lojas, dos Antigos e dos Modernos. A utilização do avental de acordo com certas regras, foi uma forma de posição política contra a prática dos “modernos”. É bem evidente, no que diz respeito à Maçonaria continental, que essa uniformidade não têm o mesmo propósito. Isso explica por que, ainda hoje, há uma multiplicidade de formas e cores.

Muitos aventais antigos foram encontrados e estão expostos em vários museus maçônicos por toda a Europa. Alguns possuem uma roseta ou um botão para facilitar o dobramento da abeta. Com a introdução em certos rituais (Emulação ou Rito Escocês Retificado, por exemplo) de modelos de aventais diferenciados para Companheiros com duas rosetas e bordas coloridas ou três rosetas acompanhados por bordas coloridas e decoradas para os Mestres, a necessidade de diferenciar os graus por dobragem em um avental branco, não era necessário.

A abeta levantada do Aprendiz e abaixada para o Companheiro, no entanto, continua a ser uma prática comum em muitos rituais de todo o mundo, assim como no Brasil. Esta prática evidencia os únicos dois graus existentes na Maçonaria como Ofício. Isto sugere, implicitamente, ao Maçom moderno, que existe uma diferença entre o Mestre Maçom e os “antigos” construtores, a partir do grau três.

A documentação mais antiga sobre o assunto é uma publicação de origem francesa: Le catéchisme des francs maçons (Catecismo dos maçons) de 1744 que afirma que os “Companheiros do Ofício usavam o avental com a ponta para cima”, ou seja, o inverso da prática moderna, enquanto que o Mestre usa a aba para baixo (podemos notar que não há distinção de cor).

A publicação Le maçon démasqué, de 1751, afirma que “O Aprendiz deve usar o avental com a abeta para dentro” (ou seja, apenas o quadrado do avental ficava visível). O Companheiro estava autorizado a colocar a abeta para fora e prendê-lo a um botão em seu colete, a abeta então ficava elevada neste grau. O Mestre é livre para deixar cair a abeta, ficando assim, visível.

Estas publicações sugerem, então, que em uma diferença de sete anos, duas instruções idênticas sobre o Aprendiz. Uma indica claramente que havia uma separação em três graus como uma prática já em 1744, enquanto a abeta sempre levanta no grau de Companheiro e abaixa para o grau de Mestre, como em 1751.

Importante é, que as divulgações antimaçônicas que visavam revelar os segredos da ordem no século XVIII, são documentos utilizados para melhor entendermos quais eram as características de trabalho da época, já que a confecção de rituais não era uma prática.

Em algumas jurisdições dos EUA é comum que os irmãos Visitantes só utilizem aventais brancos. Nestas jurisdições, somente os oficiais são distinguidos pela utilização de aventais decorados, e esta é a razão pela qual a dobragem e posicionamento das abas, permanecem um elemento de distinção de qualidades dos membros presentes na reunião.

Em resposta a uma pergunta sobre este ponto, um irmão americano disse:

“Cada novo iniciado recebe seu avental branco de couro de cordeiro no dia da sua recepção. A decoração é pessoal para ele, mas não precisa de qualquer marca ou decoração. Ele leva para sua casa e com respeito coloca em um lugar onde pode manter até sua morte. E o avental só sai deste lugar para ser enterrado junto com o dono. Na Loja, durante o trabalho, ele deverá usar um avental branco, mas pode ser bordado em azul com o número de identificação e o nome de sua loja na abeta. Estes aventais utilizados nas reuniões, ficam à disposição dos irmãos da loja e ficam guardados como o Cobridor e devem ser devolvidos após a cerimônia.”

Nos EUA, atualmente, há uma pequena diferença entre a utilização do avental do Companheiro. No estado de Connecticut, por exemplo, com a abeta abaixada, a parte inferior esquerda é levantada e presa para dentro do avental. Já no estado de Massachusetts, a parte inferior direita é a levantada, conforme foto abaixo. Já os aventais de Aprendiz e Mestre são iguais em ambos os estados.

As lojas da Grande Loja da Escócia também empregam um avental branco. Não se sabe quantas lojas escocesas usam o que eles chamam de “sistema Inglês” e quantas delas ainda praticam o antigo costume escocês. Na maneira antiga e tradicional (os regulamentos permitem usar o sistema de Inglês, desde que a parte inferior do avental dos Aprendizes, estejam equipados com insígnias para distingui-los dos Companheiros e Mestres), o Aprendiz deve usar um avental com a aba levantada até que cubra o peito. O avental é branco em todos graus, e a base do avental em forma de um semicírculo, o que diferencia do Inglês, que é triangular. Para os Companheiros, o canto inferior esquerdo é levantado e preso ao cinto, formando um triângulo.

No Grande Oriente dos Países Baixos (Orde van Vrijmetselaren in Nederland), o candidato recebe um avental que será utilizado para os três graus. O avental tem as cores próprias da loja pois, tanto na Holanda como na Escócia, cada loja escolhe suas próprias cores. O Aprendiz usa o avental com a abeta dobrada para dentro, o Companheiro com a abeta levantada e o Mestre com a abeta para baixo.

Concluindo, podemos verificar que, assim como no passado, existem formas diferentes de utilização do avental para diferenciar os graus de Aprendiz e Companheiro. No Brasil estamos acostumados com a abeta levantada no grau de Aprendiz, mas estudando e buscando cada vez mais informação, observamos que isso não é um padrão. Á partir de agora, ao ver a foto de um irmão com a abeta do avental levantada, não tenha tanta certeza que se trata de um Aprendiz, pode ser um Companheiro de outro país.

Autor: Luciano Rodrigues

Fonte: O Prumo de Hiram

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Bibliografia

  • Artigo de Harry Carr – Freemason at work – Quatuor Coronati Lodge.
  • The Mason’s Examination – 1723
  • Maçonaria Dissecada – Samuel Pritchard – 1730
  • Le catéchisme des francs maçons – 1744
  • Le maçon démasqué – 1751
  • Site da Grande Loja dos Países Baixos – https://www.vrijmetselarij.nl/

Jurar ou prometer?

Juramento e compromisso maçónicos - Freemason.pt

I. Introdução

Atualmente, juramento e promessa a nível prático e jurídico não são diferentes e implicam a mesma coisa, uma vez que tanto uma promessa como um juramento significam que se assume a responsabilidade e o compromisso ético de dizer a verdade. O RAE indica que uma promessa é equivalente a um juramento, sem uma fórmula religiosa envolvida. Em outras palavras, poderíamos dizer que jurar para o homem de hoje é garantir o cumprimento de um compromisso e de uma verdade, colocando como testemunho um poder divino, humano ou institucional, enquanto prometer implica adquirir um compromisso pessoal, de si mesmo e de fora. não colocando nada, nem ninguém como testemunha.

Em certo sentido, poderíamos afirmar que a promessa é a “secularização” do juramento, embora em certas ocasiões o juramento indique a afirmação decisiva de uma promessa. Este último revela que ambos os termos às vezes são realidades não tão delimitadas como se poderia pensar a priori .

II. Em busca de uma definição

Jurar ou juramentar vem do lat dex jurare, de jus “lei, jurisdição”. Cícero diz que o palavrão é uma afirmação religiosa, ou seja, uma afirmação com sanção religiosa (De Officcis, 3,29). Por sua vez, este termo vem do termo grego horkhos, equivalente a herkos, que significa “cerca, fechada”, que constrange uma pessoa, daí “juramento”.

O juramento no mundo cristão foi um apelo solene a Deus como testemunha de uma aliança ou para confirmar a verdade de um dito e sua violação foi uma grande ofensa ao próprio Deus. Essa concepção era a mesma que existia nas civilizações do Antigo Oriente; Leis e documentos mesopotâmicos indicam que o juramento era frequentemente prestado em atos públicos e privados. Os funcionários reais eram obrigados a prestar juramento de fidelidade; em processos judiciais, o juramento era exigido não apenas das testemunhas, mas também das partes envolvidas. Era um ato sagrado, geralmente pronunciado diante de uma imagem divina e, no caso dos hebreus, diante de certos objetos sagrados que erguiam a mão a Deus, o que constituía um apelo ao Deus que habitava no céu.

No catolicismo, o juramento é entendido como:

O segundo mandamento proíbe juramentos falsos. Fazer um juramento ou juramento é tomar Deus como testemunha do que é afirmado. É invocar a veracidade divina como garantia da própria veracidade. O juramento compromete o nome do Senhor. “Você vai temer o Senhor, teu Deus, você vai servi-lo, você vai jurar por seu nome” (Dt 6:13).

A reprovação do falso juramento é um dever para com Deus. Como Criador e Senhor, Deus é o padrão de toda a verdade. A palavra humana concorda ou se opõe a Deus, que é a própria Verdade. O juramento, quando verdadeiro e legítimo, destaca a relação da palavra humana com a verdade de Deus. O falso juramento invoca Deus como testemunha de uma mentira.

Uma pessoa comete perjúrio, se, sob juramento, faz uma promessa que não tem intenção cumprir, ou, depois de ter prometido sob juramento, não manter o compromisso assumido. O perjúrio constitui uma grave falta de respeito pelo Senhor, dono de cada palavra. Comprometer-se por juramento a fazer uma má obra é contrário à santidade do Nome divino.

Jesus explicou o segundo mandamento no Sermão de Montanha: “Haveis ouvido o que disseram os antepassados: “Você não cometerá perjúrio, mas cumprirá seus juramentos ao Senhor. Mas digo que não jurem de modo algum […] seja qual for o seu idioma. Diga apenas sim, quando é sim; e não, quando é não. O que você disser além disso vem do Maligno” (Mt 5, 33-34,37; cf St 5, 12). Jesus ensina que todo juramento envolve uma referência a Deus e que a presença de Deus e sua verdade devem ser honradas em cada palavra. A discrição de recorrer a Deus ao falar está ligada à atenção respeitosa à sua presença, reconhecida ou menosprezada em cada uma de nossas declarações.

Seguindo São Paulo (cf. 2 Cor 1, 23; Gl 1, 20), a tradição da Igreja entendeu as palavras de Jesus no sentido de que elas não se opõem ao juramento quando este é feito por uma causa grave e justa (por exemplo, em tribunal). “O juramento, isto é, a invocação do Nome de Deus como testemunha da verdade, só pode ser feito com a verdade, com bom senso e com justiça” (CIC cân. 1199, §1).

A santidade do nome divino exige que não se recorra a ele por motivos fúteis e não se faça juramento em circunstâncias que o possam fazer interpretar como aprovação de uma autoridade que o exigiria injustamente. Quando o juramento é exigido por autoridades civis ilegítimas, pode ser recusado. Assim como deve ser quando é imposto para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja.

Promessa em hebraico é Omer (dizer, promessa) e dabar (palavra, promessa) e em grego epangelía, que é um termo jurídico que denota uma citação, de epa, “em” e Angello “para proclamar, anunciar”. Também significa um compromisso de fazer ou dar algo, uma promessa. Portanto, prometer significava comprometer-se a dar mais tarde. É uma instituição importante para a convivência humana, pois é uma “forma fundamental de assumir compromissos e obrigações perante uma ou mais pessoas que dela tenham conhecimento” (Kramer).

III. Uma primeira conclusão

Pode-se dizer que na promessa e no juramento o homem projeta a si mesmo, seus propósitos e sua atividade no reino do tempo futuro. O valor moral que obviamente sustenta tal projeção e construção de si e dos outros é, sem dúvida, a fidelidade, ou seja, a capacidade do homem de ser fiel ao que promete e jura.

IV. Juramento ou promessa, um problema religioso

Um dos primeiros problemas que enfrentamos ao usar o juramento é a secularização. Numa sociedade secularizada, Deus não é aceito como instância transcendente, que zela com sua vingança pela manutenção da obrigação aceita ou pela veracidade da própria questão. Isso reduziu o valor do próprio juramento.

Outra questão seria de cunho teológico/religioso e nasceu com a chamada reforma radical. De lá, ele mais tarde passou para o calvinismo e o puritanismo. Na maneira que os cristãos reformados entenderam das palavras de Jesus, Cristo proibiu o juramento (cf. Mt 5: 33-37). Para eles, era dificilmente aceitável que Deus estivesse tão misturado nos assuntos frequentemente banais dos homens e por sua vez, parecia-lhes que mesmo o uso do juramento poderia, por um lado, ser a razão do desenvolvimento de uma certa superstição na sociedade e, por outro lado, motivo de muitos perjúrios, dada a desleixo com que poderia ser utilizado. Para eles, o Mestre Jesus proibia absolutamente o uso do juramento. Para compreender isso corretamente, é importante entender o que o juramento significava para um judeu. Quem fez um juramento falso ou desfez um juramento já realizado, infringiu a fé juramentada e isso era classificado como crime de falso testemunho. O perjúrio era estritamente proibido na Lei mosaica como um dos pecados mais hediondos contra Deus e contra o próximo.

V. O juramento maçônico

É evidente que na Maçonaria não há unidade de ritos mas, em geral, todos tiveram e têm juramento. Esta tradição já vem dss Old Charges da Maçonaria Operativa. Nos Antigos Deveres era previsto um juramento, sendo ele o epicentro de toda a cerimônia. Essencialmente, o rito nas Old Charges era um juramento enriquecido com leituras profissionais, históricas, religiosas, etc., mas cujo núcleo é o juramento.

O historiador Harry Carr sintetiza a questão desta forma:

Nos primeiros dias da Maçonaria operativa, a Obrigação era o tema central para admissão no Ofício, conforme pode-se constatar nas Old Charges. Estas Obrigações são muito semelhantes aos juramentos das guildas de artesãos, ou seja, constituíam um juramento ao Rei, ao mestre e aos companheiros e às leis do Ofício. As formas mais antigas das Obrigações não contêm penalidades. O candidato jura “by my holidome ” , isso é “o que considero sagrado”.

Mais tarde, haverá também uma transmissão de segredos, mas a Obrigação não continha qualquer sanção, mas se realizava em uma circunstância solene, como uma “força individual de enquadramento que não deixa de expressar uma meta-política de garantia imprescindível”.

René Desaguliers especifica que pode ser encontrado nas antigas constituições de 1722, publicadas por J. Roberts, um juramento de origem operativa de 1663. Este juramento é feito sobre a Bíblia, em nome de Deus e de São João, mas também sobre ferramentas da Maçonaria. Se o trair, o participante deve responder diante de Deus, no dia do julgamento final. O juramento determina a condição preliminar indispensável para a comunicação de segredos. Na verdade, nada será revelado em qualquer forma, sob pena de castigo corporal abominável. Assim, esse segredo não poderá ser compartilhado, exceto com outros maçons.

Na época, alguns maçons consideravam cruéis e inusitados os termos do juramento de sigilo exigido de quem era recebido na Ordem pois, com efeito, seu conteúdo ameaçava com punições atrozes. Mas, surpreendentemente, tal conteúdo não foi amenizado, mas se espalhou por todas as lojas do continente europeu e americano. Tais ameaças também estavam presentes nos juramentos realizados em graus mais elevados. Tais penalidades físicas eram um legado do direito medieval Inglês criminal e, especificamente, do castigo imposto aos prisioneiros de alta traição ou de atentado contra o rei (laesa maiestatis) que consistia de enforcar, abrir a barriga e estripar o condenado enquanto ele ainda estava vivo. As ordenanças da marinha inglesa afirmavam que “o culpado seria mantido no limite da maré baixa, três vezes, com as mãos e os pés amarrados, a g. c., a l. a. e o c. j. ao mar”.

A questão das penalidades em juramentos foi vista por alguns maçons com alguma suspeita. Isso causou alguns problemas dentro da Grande Loja Unida da Inglaterra, a tal ponto que em 11 de junho de 1986, foi votada a moção para modificar o ritual, as penalidades foram removidas do juramento e atribuídas a outra parte do ritual. Atualmente, eles continuam a ser mantidos na regularidade maçônica espanhola.

Por sua vez, dentro da Igreja Católica, o juramento maçônico feito sobre a Bíblia e sob ameaça de punição em caso de perjúrio, é visto com certa suspeita. A encíclica Providas, de maio de 1751, assinada por Bento XIV e a encíclica Ecclesiam de Pio VII, de setembro de 1821, condenam os termos desse “juramento tão severo”. Mais explicitamente, a constituição apostólica Quo Graviora de Leão XII, datada de março de 1826, declara que: 

“Nós condenamos singularmente e declaramos nulos os juramentos ímpios e culpados pelos quais, aqueles que ingressam nessas sociedades, se comprometem a não a revelar a ninguém o que eles fazem nas seitas e a condenar a morte os membros da sociedade que venham a revelá-lo aos superiores eclesiásticos ou leigos . Não é, de fato, um crime ter um juramento como vínculo obrigatório, isto é, um ato devido em estrita justiça, que conduz ao homicídio, e desprezar a autoridade daqueles que, tendo o peso do poder eclesiástico ou civil, devem saber tudo o que importa para a religião ou a sociedade, e aquilo que pode significar um ataque à tranquilidade?”

VI. Evolução no juramento maçônico

Tanto a cerimônia quanto os juramentos realizados nela estão mudando. A evolução e as mudanças rituais não tiveram como critério o capricho de seus praticantes mas, em sua essência, influenciaram tanto o espírito laico que em cada latitude geográfica invadiu a Maçonaria, quanto as concepções teológico/religiosas que os mantiveram.

Por trás das concepções religiosas, dentro da Maçonaria, as controvérsias centraram-se, como a questão entre o teísmo ou o deísmo do ritual maçônico. Algo que hoje pode parecer um assunto menor para nós foi de vital importância entre os Antigos e os Modernos. Por sua vez, a ideia de jurar na cerimônia maçônica nunca teria sido um problema para alguns cristãos, mas para outros de um ramo mais literalista sim, que, com base nos texto de Tiago e Jesus, interpretam o juramento como algo proibido.

Se olharmos para o texto do ritual inglês resultante da união de 1813, vemos:

  • sinceramente e solenemente prometer e jurar

Se jura e se promete. É a mesma fórmula que vemos hoje em alguns rituais maçônicos.

No Manuscrito Graham lemos:

  • o que você jurou –  para preservar e ocultar nossos segredos [-] /

Um juramento também está incluído.

Mas, diante disso, o mais antigo dos documentos maçônicos, o da Edinburgh Register House, diz assim:

  • Então, depois prometer manter segredo, eles lhe fazem o seguinte juramento: Por Deus e você responderá a Ele quando estiver nu diante Dele no grande dia, não deve você revelar qualquer parte do que ouvir ou ver neste momento.

Ou seja, neste documento de tradição escocesa se promete.

No documento Maçonaria Dissecada , afirma-se que o recipiendário:

  • Jura e promete.

Ou seja, se jurava e se prometia.

No Régulateur, há um ponto de ruptura com o sistema operacional, mas esse legado de modos macabros ainda é mantido neste tom. Promessa feita pelo beneficiário do grau de Aprendiz no Régulateur :

  • Juro e prometo, sobre os Estatutos Gerais da Ordem, e sobre esta espada, símbolo de honra, perante o Grande Arquiteto do Universo, xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx por esta Respeitável Loja, assim como tudo xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx se não tiver recebido xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx indicada. Prometo amar os meus Irmãos, para ajudá-los como me for possível; Prometo ainda cumprir os estatutos e regulamentos desta Respeitável Loja. Eu consinto, se cometer perjúrio, xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx e que xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx maçons! Que o G.A.D.U. me ajude.

Na França, observamos uma transformação significativa no juramento de cumprir “a promessa diante de Deus como testemunha” por uma promessa de caráter mais cidadão: “sobre a fé de um cavalheiro com a ajuda e em nome do Grande Arquiteto do Universo que é Deus”, que também é encontrado em outras referências maçônicas, como Le Sceau Rompu de 1745, ou Le Maçon Demasqué de 1751 ou mesmo em algum outro ritual de 1758 como Element de la maçonnerie.

Willermoz deu outro passo em 1765 com respeito a esta frase “prometo ante o Grande Arquiteto do Universo” que terá alguma fertilidade dentro do Régimen Rectificado, e será adotada, como indica René Guilly, pelo Grande Oriente da França, na edição de seu primeiro ritual o Régulateur du Maçon.

Tal fórmula será pronunciada dentro da Obediência até uma modificação do conteúdo de rituais, realizada em 1877, eliminar esta afirmação.

VII. Algumas considerações sobre a evolução da promessa em solo inglês e em solo francês

Enquanto o juramento estava ligado a penas físicas, a promessa estava ligada à revelação de segredos, no que diz respeito a não “falar ou escrever” os segredos, embora posteriormente algum tipo de punição física fosse incluída.

Nas ilhas britânicas, no chamado serment  ou Obrigação (oath) as penas às quais o destinatário consente no caso de perjúrio é uma reminiscência da palavra do Evangelho (Mateus 18,18 a 19): 

“Tudo o que ligares na terra acontecerá no céu, por ligação, e tudo o que você desligar na terra acontecerá no céu.” 

Por outro lado, na França, e especialmente quando nos aproximamos dos rituais do Grande Oriente da França, perto do século XIX, estes nos remetem mais às sanções previstas no Regulamento, que é uma intenção de se afastar das macabras descrições que aparecem na maioria dos rituais do século XVIII, tentando implementar o conceito de sanção administrativa.

VIII. Conclusões

A questão do juramento e promessa foi evoluindo. Se num primeiro momento foi uma questão teológica, como o secularismo impregnou os rituais na França, tornou-se também uma questão de responsabilidade própria para com os outros, sem recorrer a um elemento superior.

Ou seja, o que em território inglês era um dilema dentro da fé, na França aos poucos tornou-se uma questão humanista. Hoje em dia, na regularidade por exemplo, jura-se e promete sem distinção. Como se quisesse colocar o G.A.D.U. como testemunha da obrigação solene que o candidato adquire e por sua vez, reafirmando a sua própria responsabilidade pessoal. Em outras Ordens, foi decidido eliminar o juramento por promessa. Evitando qualquer referência a uma entidade transcendente.

Hoje, muitos religiosos veem os juramentos maçônicos como uma ameaça à sua fé. Por outro lado, outros podem ver desnecessária em um mundo tão secularizado, essa evocação como parte de um compromisso maior. Contudo, hoje em dia ainda existem defensores do juramento como parte da sacralidade do ato de iniciação.

Por todas essas razões, esta questão de novos ângulos continua a ser totalmente válida para a Maçonaria hoje.

Autor: Rubén Legidos
Traduzido por: Luiz Marcelo Viegas

Fonte: Rito Francês Blogspot

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Bibliografia

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GUERRA, V. História do rito moderno. Maçônica ed ..es . Oviedo, 2020.

GUERRA. V. https://freimaurer-wiki.de/index.php/Es:El_Juramento_en_el_Grado_de_Aprendiz

LACOSTE, JY Dicionário Crítico de Teologia. Ed. Akal. Madrid, 2007.

ENCICLOPÉDIA MASÔNICA. O juramento no Grau de Aprendiz. Freimaurer-wiki. Disponível em: https://freimaurer-wiki.de/index.php/Es:El_Juramento_en_el_Grado_de_Aprendiz

MENDEZ TRELLES, I. Antigos deveres. Maçônico ed. Oviedo, 2013.

ROPERO BERZOSA, A. Grande Dicionário Enciclopédico da Bíblia. Ed. Clie. Barcelona, ​​2017.

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